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Guia Michelin: como funcionam as estrelas – 13/04/2026 – Comida

O Guia Michelin, que anunciou a nova lista de restaurantes brasileiros estrelados nesta segunda-feira (13), decide quais endereços vai premiar a partir de uma avaliação feita por inspetores próprios.

Diferente da lista do 50 Best, outro prêmio do setor em que votos de uma série de jurados são compilados, no Michelin avaliadores anônimos são enviados para restaurantes no todo mundo. A identidade é tão secreta que alguns utilizam nomes falsos para fazer reservas.

São especialistas em gastronomia que, ao comer, avaliam restaurantes por critérios como qualidade dos ingredientes, personalidade que o chef expressa na cozinha, domínio de técnicas e regularidade.

O site do guia informa que esses inspetores fazem 250 refeições por ano e documentam as experiências em relatórios detalhados —as despesas são por conta da publicação. A empresa não divulga o número de inspetores.

Com esses critérios em mente, os avalidores do Michelin dividem os locais em três grupos, pela quantidade de estrelas: três (cozinha excepcional), duas (excelente) e uma (requintada).

A condecoração três estrelas é a mais rara. Apenas 156 restaurantes receberam o prêmio. Em comparação, endereços com uma estrela somam mais de 3.000 ao redor do mundo. Até ontem, a América Latina nunca tinha conquistado a honria mais alta.

Além das estrelas, o guia publica uma lista de casas com o título Bib Gourmand, para locais que têm uma boa relação entre qualidade e preço. Também há uma outra seleção de endereços que têm uma boa cozinha.

O Michelin foi criado pelos irmãos Edouard e André Michelin em 1900, na França, com informações de onde abastecer e consertar o carro, onde comer e se hospedar.

Mais tarde, a publicação começou a contratar profissionais para visitarem as casas de forma anônima —hoje, os chamados inspetores. Em 1926, os restaurantes começaram a receber as estrelas.

O Brasil recebeu a primeira edição da América do Sul em 2015, mas ficou sem a publicação entre 2021 e 2023. No ano seguinte, o guia voltou ao país graças a um investimento conjunto de R$ 9 milhões das prefeituras de São Paulo e do Rio, que viabilizou o prêmio até 2026.

Parcerias como essas, feitas com governos de cidades e países, como é o caso da Argentina, já levantaram questionamentos sobre a imparcialidade do prêmio. O Guia já afirmou que esse tipo de patrocínio não interfere na quantidade de restaurantes estrelados ou no número de estrelas recebidos.

Autor: Folha

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