Pesquisadores em oncologia têm até sexta-feira (8) para submeter seus trabalhos à 17ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira. As regras de participação e o formulário de inscrição estão disponíveis no site do prêmio.
A iniciativa é uma parceria do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) com a Folha e existe desde 2010 para valorizar estudos que ampliam o conhecimento sobre diagnóstico e tratamento do câncer no país. O nome homenageia Octavio Frias de Oliveira (1912–2007), publisher do jornal por quase cinco décadas.
As inscrições podem ser feitas em duas categorias: Pesquisa em Oncologia, para trabalhos originais publicados em periódicos científicos em 2025 ou 2026, e Inovação Tecnológica em Oncologia, que aceita também estudos depositados no mesmo período. Em ambos os casos, o autor principal deve estar vinculado a uma instituição de pesquisa ou ensino brasileira.
Para Roger Chammas, professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e coordenador do Centro de Terapia Oncológica do Icesp, o prêmio contribui na identificação de tendências de pesquisa no país.
“O prêmio nos ajuda a mapear os interesses e a capacidade instalada da comunidade científica brasileira. Para nós, isso é muito útil porque permite entender quais são as linhas de pesquisa em desenvolvimento e o potencial de geração de conhecimento na área”, afirma.
Segundo ele, a premiação também destaca estudos com potencial de impacto além do ambiente acadêmico. “O que a gente quer enfatizar com o prêmio é a ciência que gera desenvolvimento, uma ciência que tem chance de se transformar em benefício para o paciente e para a sociedade”, completa.
O prêmio inclui ainda a categoria Personalidade de Destaque em Oncologia, que reconhece profissionais com trajetória relevante na área, seja no ensino, na pesquisa, na assistência, na filantropia ou na comunicação.
Na edição anterior, o destaque foi a oncologista Maria Paula Curado, epidemiologista do A.C.Camargo Cancer Center com mais de três décadas de pesquisa sobre desigualdades no diagnóstico e tratamento do câncer no Brasil.
Na categoria Pesquisa, venceu um estudo da USP que identificou uma falha no processamento genético das células associada à progressão de tumores agressivos de mama, pâncreas e pulmão.
Já em Inovação, o prêmio foi para uma pesquisa que propõe detectar a bactéria Fusobacterium nucleatum em amostras de fezes como um biomarcador do câncer colorretal, uma forma de aprimorar o rastreamento do tumor e indicar com mais precisão quem deve realizar colonoscopia.
O uso de marcadores biológicos como esse tem ganhado espaço na oncologia. Segundo o oncologista Paulo Hoff, diretor da Divisão de Oncologia do Icesp, ferramentas como biomarcadores, dados e inteligência artificial vêm ajudando a tornar os tratamentos mais personalizados.
“Nos próximos anos, essa presença [de novas tecnologias] tende a crescer ainda mais, ampliando a capacidade de médicos e equipes multidisciplinares e tornando o cuidado mais eficiente”, afirma.
A premiação acontece em agosto, em cerimônia que reúne pesquisadores, profissionais de saúde e representantes de instituições ligadas ao tratamento do câncer. Os vencedores de cada categoria recebem R$ 20 mil e um certificado.
Autor: Folha








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