
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, visitou nesta quinta-feira (7) o papa Leão XIV no Vaticano, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter feito várias críticas ao sumo pontífice.
“Reuni-me com o papa Leão XIV para reforçar nosso compromisso compartilhado com a promoção da paz e da dignidade humana”, afirmou Rubio, que é católico, em post no X, mensagem que foi acompanhada por fotos do encontro.
O porta-voz do Departamento de Estado americano, Tommy Pigott, divulgou um comunicado com um trecho idêntico ao post de Rubio.
“O secretário de Estado Marco Rubio reuniu-se hoje com Sua Santidade o Papa Leão XIV para discutir a situação no Oriente Médio e temas de interesse mútuo no Hemisfério Ocidental. O encontro ressaltou a forte relação entre os Estados Unidos e a Santa Sé e seu compromisso compartilhado com a promoção da paz e da dignidade humana”, afirmou Pigott.
Na visita de cerca de duas horas ao Vaticano, Rubio também se encontrou com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé.
Segundo o site oficial Vatican News, a Sala de Imprensa da Santa Sé relatou que as “conversas cordiais” entre Rubio e o papa permitiram a renovação do “compromisso mútuo de fomentar relações bilaterais sólidas entre a Santa Sé e os Estados Unidos da América”.
O comunicado acrescentou que Rubio e Leão XIV trocaram opiniões “sobre situações a nível regional e internacional, com particular atenção aos países que atravessam guerras, tensões políticas e situações humanitárias difíceis, bem como a necessidade de trabalhar incansavelmente pela paz”.
Entre os países cuja situação foi comentada no encontro, estiveram Líbano, Irã e Cuba, segundo a Santa Sé.
Trump havia feito uma série de críticas ao papa em abril, após comentários de Leão XIV pedindo uma desescalada militar no Irã, em guerra contra os EUA e Israel desde fevereiro, e na Venezuela (neste país, após a operação americana que capturou o ditador Nicolás Maduro em janeiro).
Em resposta, o papa disse no mês passado acreditar “na mensagem do Evangelho, como um pacificador”, e afirmou não estar interessado em “debater [no sentido de discutir]” com o presidente americano.
Esta semana, Trump voltou a criticar o líder da Igreja Católica. “O papa prefere falar sobre o fato de que não há problema nenhum no Irã ter uma arma nuclear, e eu não acho isso nada bom”, acusou o presidente americano. Não há registros de que Leão XIV tenha falado alguma vez que o Irã poderia ter armas nucleares.
Em resposta, o papa disse que “se alguém quiser me criticar por proclamar o Evangelho, que o faça com a verdade: a Igreja se manifesta contra todas as armas nucleares há anos, não há dúvida disso”.
Antes da reunião, Rubio havia afirmado que o encontro vinha sendo negociado já há algum tempo e não teria sido motivado pelas críticas de Trump.
“[Mas] obviamente, algumas coisas aconteceram”, afirmou, em referência aos comentários do presidente americano, segundo informações da agência Associated Press.
Autor: Gazeta do Povo








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