“Ninguém é um robô, não tive energia hoje. É uma coisa que pode acontecer”, disse o número um do tênis mundial, Jannik Sinner, depois de sua derrota em cinco sets para o argentino Juan Manuel Cerúndolo, nesta quinta-feira (28), na segunda rodada de Roland Garros.
“Tive dificuldades. Me senti mal, a cabeça rodava”, acrescentou o italiano, que era o grande favorito do torneio na ausência do espanhol Carlos Alcaraz, lesionado, e que agora deixa o panorama muito aberto.
Sinner, de 24 anos, não quis atribuir seu desempenho diretamente ao forte calor em Paris, em uma partida jogada no começo da tarde e na qual começou muito bem antes de vir abaixo fisicamente, por 6-3, 6-2, 5-7, 1-6 e 1-6.
“Acordei esta manhã, não me sentia muito bem e tentei manter os pontos muito curtos. Além disso, a princípio estava batendo muito limpo, muito bem, e depois simplesmente dei contra a parede e isso foi tudo”, acrescentou, Sinner.
No ano passado, Sinner protagonizou uma final apoteótica em Roland Garros, na qual quase venceu antes de ver seu adversário, o espanhol Carlos Alcaraz, vencer de virada de forma espetacular.
Com títulos este ano nos três Masters 1000 do giro europeu no saibro (Montecarlo, Madri, Roma), Sinner se apresentava como o homem a ser batido.
Calor na França
As temperaturas altas preocupam na França. Em Angoulême-La Couronne, no sudoeste do país, os termômetros chegaram a 37,8°C, um recorde nacional para um mês de maio, segundo a Météo-France.
Também no sudoeste, uma escola fechou até sexta-feira (28) à tarde porque os corredores chegaram a 53°C na terça-feira, o que fez alguns alunos passarem mal, informou um funcionário local.
“Um deles chegou a desmaiar e vomitar”, disse Florian Deygas, funcionário da região de Landes.
O calor também afeta Paris, que pode registrar uma sequência inédita de oito dias acima dos 30°C em maio, e causa estragos no torneio de tênis de Roland Garros, nos arredores da capital.
A equipe do torneio molha as quadras de saibro com água depois de cada set. Ao fim de cada dia, as quadras são inundadas e encharcadas “para repor a água nas diferentes camadas que compõem o saibro”, explicou o chefe de manutenção, Philippe Vaillant.
Autor: Folha








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