
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comemorou neste domingo (31) a ocupação do castelo de Beaufort, uma edificação do período medieval que é uma posição estratégica no sul do Líbano, aprofundando a ofensiva israelense contra o grupo terrorista Hezbollah no país vizinho.
Segundo informações da agência EFE, o premiê afirmou que a ação das Forças de Defesa de Israel (FDI) representa um “marco crucial” e uma “mudança radical na política” israelense no Líbano.
“Superamos a barreira do medo e estamos tomando a iniciativa”, acrescentou Netanyahu em uma mensagem de vídeo divulgada por seu gabinete, na qual informou que, após a ocupação de Beaufort, deu instruções para “consolidar e ampliar” o controle israelense “sobre os locais que estavam sob o domínio do Hezbollah”, sem fornecer detalhes sobre esses locais.
Israel havia tomado o castelo de Beaufort, próximo à cidade de Nabatieh, em 1982, durante a Primeira Guerra do Líbano, e o manteve sob seu controle até o ano 2000, quando se retirou do sul libanês.
Em 16 de abril, após intermediação do presidente americano, Donald Trump, teve início um cessar-fogo no Líbano, onde Israel enfrenta o Hezbollah, aliado do Irã, desde o começo de março.
Porém, alegando violações da trégua, as FDI vêm ampliando a ofensiva no país vizinho. Em sua mensagem em vídeo, Netanyahu afirmou que, desde 2 de março, Israel matou 3 mil “terroristas do Hezbollah” no Líbano, dos quais 700 de um mês para cá.
Israel enfrenta o Hezbollah no Líbano porque o grupo terrorista iniciou ataques contra o território israelense devido à guerra dos americanos e de Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro e no momento em um tenso cessar-fogo.
Uma das exigências iranianas nas negociações para um acordo de paz é que o conflito no Líbano também seja interrompido.
Autor: Gazeta do Povo








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