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Análises descartam ebola em paciente do Rio de Janeiro – 01/06/2026 – Equilíbrio e Saúde

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) confirmaram que o resultado das análises feitas em amostras de saliva, urina e sangue do paciente com suspeita de ebola deu negativo para a doença.

Desta forma, ele deixou o protocolo de isolamento no INI (Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas) e segue em atenção médica para o quadro clínico.

Vindo de Uganda, na África, o homem apresentou sintomas de tosse, calafrios e diarreia. Os primeiros exames, feitos no sábado (30), indicaram resultado positivo para malária.

Segundo o Ministério da Saúde, ele viajou de Guarulhos (Grande São Paulo) ao Rio de ônibus, assim que desembarcou no Brasil, dia 22 de maio, num voo de Joanesburgo, África do Sul. Quando chegou ao Rio, o homem ficou hospedado no bairro de Vila Isabel. Outras cinco pessoas residentes no mesmo local permanecem assintomáticas.

A suspeita de ebola também foi descartada no homem, de 37 anos, internado em estado grave no Instituto Emílio Ribas, no Pacaembu, zona oeste de São Paulo.

O resultado das primeiras análises divulgado no último sábado indicaram a bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica. O Instituto Adolfo Lutz foi o responsável pela investigação laboratorial e pelo diagnóstico diferencial.

Autoridades de saúde afirmam que o risco do ebola chegar ao Brasil e na América do Sul é muito baixo. Não há registro de transmissão interna na região e também não há voos diretos entre o continente e o terrirório afetado pela doença.

Mesmo diante do baixo risco, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção à pessoas com febre e histórico de viagem nos últimos 21 dias para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.

A transmissão ocorre por contato direto com sangue, tecidos e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, vivos ou mortos. Entre os fluidos capazes de transmitir o vírus estão saliva, urina, fezes, leite materno e sêmen.

O vírus também pode ser transmitido por objetos e superfícies contaminados. Não há evidências de transmissão pelo ar, nem pelo suor.

Os primeiros sintomas podem se parecer com os de outras infecções, dificultando o diagnóstico inicial. Incluem febre, dor de cabeça, fraqueza intensa, diarreia, vômitos, dor abdominal, perda de apetite, dor de garganta e manifestações hemorrágicas.

Meningite e malária

A meningite atinge as membranas que protegem o cérebro (meninges). Os sintomas são dor de cabeça, febre, naúseas, vômitos, rigidez na nuca, sensibilidade à luz, confusão mental e manchas vermelhas na pele.

Crianças também podem apresentar sonolência incomum, irritabilidade e choro, recusa para mamar ou se alimentar, rigidez no corpo e estufamento da moleirinha. O quadro clínico tem evolução rápida e pode levar à morte.

A malária é uma doença infecciosa causada por um protozoário do gênero Plasmodium, que é transmitido pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego). Ela não passa pelo ar.

Os sintomas são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça. Convulsão, prostração, alteração de consciência, dispneia, episódios de hemorragia, pressão baixa e choque indicam gravidade do quadro.

No Brasil, a maioria dos casos se concentram na região amazônica —Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

O uso de repelentes, mosquiteiros, de roupas que protejam braços e pernas e de telas em portas e janelas estão entre as formas de prevenção.

Autor: Folha

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