Durou sete minutos a esperança de vitória da torcida paraguaia no Estádio de Los Angeles, na noite desta sexta-feira (12).
Foi esse o tempo que demorou para os Estados Unidos abrirem o placar e iniciarem o atropelamento que terminou na goleada por 4 a 1 sobre o Paraguai, na estreia do grupo D da Copa do Mundo.
E o nome do jogo foi justamente um jogador filho de imigrantes nigerianos, Balogun, que marcou duas vezes e assumiu a artilharia da competição.
A partida começou em alta voltagem, com as duas seleções partindo para o ataque com toques rápidos, e os Estados Unidos mostraram maior capacidade técnica que os rivais.
Logo aos 7min, Pulisic fez bela jogada pela esquerda, passando por dois jogadores. Depois, ele tocou na área para McKennie, que desviou de primeira para Balogun. O volante Bobadilla, que defende o São Paulo, tentou cortar, mas a bola acabou batendo nele e foi em direção ao gol, fazendo gol contra.
Os paraguaios ficaram atordoados com o gol e começaram a errar tudo o que tentavam. Os anfitriões aproveitaram para pressionar ainda mais, tentando ampliar o placar.
Aos 28min, Pulisic novamente fez bonita jogada pela esquerda e passou para Balogun ampliar o placar, mas o atacante estava impedido no início do lance.
Na jogada seguinte, porém, valeu. Mais uma vez, o camisa 10, apelidado de Capitão América pela torcida, passou por Cáceres e tocou no centro para Balogun. O camisa 20 completou de primeira e ampliou o marcador, para desespero dos paraguaios, que pouco ameaçaram o goleiro Freese.
Para finalizar o domínio americano no primeiro tempo, Balogun marcou o segundo dele e o terceiro de sua seleção aos 49min. Ele recebeu lançamento em velocidade, entrou na área, ganhou de Alderete na dividida, deu um corte em Gómez e finalizou de canhota no ângulo direito de Gill, marcando um golaço.
O segundo tempo começou novamente elétrico, desta vez com o Paraguai tentando ser mais incisivo no ataque. Os americanos, por outro lado, mantiveram sua postura ofensiva e criaram boas chances para ampliar o marcador.
Mas após os técnicos fazerem substituições, o jogo ficou mais aberto e o Paraguai aproveitou para diminuir o placar, com o brasileiro Maurício, naturalizado paraguaio. Aos 27min, Enciso tocou para dentro da área e Maurício chegou de frente para chutar cruzado, superando o goleiro Freese.
No restante do duelo, as duas equipes tiveram outras chances de alterar o placar, mas pararam nas defesas rivais quase até o apito final. Nos acréscimos, porém, Reyna, que entrara aos 36min, fez o quarto para os EUA.
Reyna, por sinal, nasceu na Inglaterra enquanto seus pais, americanos, atuavam profissionalmente no país.
As duas seleções voltam a campo na próxima sexta-feira (19). Os americanos encaram a Austrália às 16h, no Seattle Stadium, e o Paraguai enfrenta a Turquia à meia-noite (0h de sábado), no San Francisco Bay Area Stadium, em Santa Clara.
As outras seleções do grupo D, Austrália e Turquia, se enfrentam à 1h (de Brasília) da madrugada deste domingo (14), em Vancouver, no Canadá.
Antes do duelo, assim como ocorreu na Cidade do México, na quinta, e em Toronto, na tarde desta sexta, foi realizada uma cerimônia de abertura da Copa. Na primeira parte, houve um show de 15 minutos com a brasileira Anitta ao lado dos cantores Lisa e Rema. Depois, a popstar Katy Perry cantou “Wonder” ao lado do garoto norueguês Tius Luka.
Como o estádio fica perto de Hollywood, várias celebridades foram vistas nas arquibancadas, como os atores Tom Cruise e Sofia Vergara, o diretor George Lucas, o empresário Bill Gates e as cantoras que participaram da festa de abertura.
VAR avisa e árbitro dá cartão amarelo por simulação de falta
No início do segundo tempo, pela primeira vez nesta Copa, o VAR acionou o juiz para avisar da ocorrência de um lance de simulação de falta. O meia paraguaio Almirón foi até a linha de fundo e caiu, como se tivesse sido tocado por trás pelo zagueiro Ream.
Após a avaliação das imagens pelo VAR, o árbitro holandês Danny Desmond Makkelie aplicou o cartão amarelo a Almirón e usou o alto-falante do estádio para avisar a torcida da infração.
Autor: Folha








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