Os Estados Unidos e Taiwan fecharam nesta quinta-feira (15) um acordo comercial que reduz tarifas sobre diversas exportações da ilha —potência global em semicondutores—, direciona novos investimentos para a indústria de tecnologia americana e corre o risco de provocar a reação da China.
O acordo aprofunda os vínculos do governo de Donald Trump com Taipé em um momento crítico, em que Pequim intensifica a pressão sobre Taiwan e Washington tenta evitar uma guerra comercial aberta com a China.
Pelo entendimento, negociado ao longo de vários anos, fabricantes taiwaneses de chips como a TSMC que ampliarem sua produção nos Estados Unidos terão direito a uma alíquota menor sobre semicondutores exportados para o mercado americano.
Além disso, um conjunto amplo de tarifas que se aplica à maior parte das exportações taiwanesas para os EUA será reduzido de 20% para 15%. Medicamentos genéricos, componentes aeronáuticos e “recursos naturais indisponíveis” terão tarifa zero, informou o Departamento de Comércio dos EUA.
Em troca, empresas de tecnologia de Taiwan, como a TSMC, deverão realizar investimentos de ao menos US$ 250 bilhões para ampliar a produção de semicondutores, energia e inteligência artificial nos Estados Unidos.
Desse total, US$ 100 bilhões já haviam sido comprometidos pela TSMC em 2025, com novos aportes previstos, segundo o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick.
Taiwan também garantirá outros US$ 250 bilhões em crédito para viabilizar investimentos adicionais, informou o governo Trump.
Autor: Folha





