Para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o momento mais inesquecível da Copa do Mundo de 2026 foi a decisão da Fifa de reverter a suspensão automática do atacante americano Folarin Balogun, expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus durante a partida entre os anfitriões e a Bósnia na abertura do mata-mata.
A fala do republicano foi dita nesta sexta-feira (17) na Trump Tower, em Nova York, durante evento ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino.
“Houve momentos inesquecíveis, provavelmente o mais inesquecível foi quando deram o cartão vermelho para aquele senhor”, disse o político. “Fui obrigado a ligar para o Gianni e fazer uma recomendação. Eu disse: ‘Gianni, gostaria de fazer uma recomendação. Deixem o cara entrar no jogo.’ Não, eu não disse isso. Eu disse: ‘Gostaria de apresentar uma reclamação.’ E, na verdade, eu não tinha ideia do que ia acontecer.”
Trump pareceu satisfeito com o resultado. “Sabe, é muito melhor porque não há controvérsia”, disse ele. “Eles [a Bélgica, nas oitavas] ganharam o jogo e nosso time estava com todos os seus jogadores. Pense bem, se ele não o tivesse deixado jogar, diriam: ‘Teríamos ganhado o jogo se tivéssemos nossos melhores jogadores’. Então, Gianni tomou mais uma de suas muitas boas decisões.”
O caso gerou uma onda de revolta no mundo do futebol e também abalou a imagem da própria seleção dos EUA. Após a expulsão de Balogun no jogo contra a Bósnia, a Fifa usou o artigo 27 do seu regulamento, que permite a suspensão de medidas disciplinares. A regra pôs Balogun em um período probatório de um ano, permitindo que ele atuasse na partida seguinte, contra a Bélgica.
Nenhum outro atleta expulso durante a Copa do Mundo deste ano teve o mesmo benefício. Antes mesmo do evento desta sexta, Trump já havia admitido o peso de sua interferência para a decisão da Fifa. Infantino, por sua vez, reconheceu o contato do político, mas tentou defender a autonomia dos órgãos disciplinares da entidade que ele comanda.
Ainda no evento ao lado de Infantino, o presidente dos EUA também disse que gostaria de ver a Copa do Mundo sediada em seu país novamente. Mas, com uma ressalva que resume a tônica desta edição. “Desta vez deixaremos o México e o Canadá de fora”, afirmou Trump, arrancando risos de uma plateia selecionada para presenciar o evento no arranha-céu usado por Trump para projetar uma imagem de empreendedor de sucesso.
Em seu discurso, Infantino também aproveitou para fazer afagos ao político. “O senhor [Donald Trump] não precisa que as pessoas o elogiem, senhor presidente, mas esta Copa do Mundo não teria sido um sucesso tão incrível sem o senhor”, afirmou.
De acordo com a Casa Branca, Trump estará presente neste domingo (19) no MetLife Stadium para a final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, às 16h (de Brasília). É esperado que ele entregue a taça ao campeão.
Autor: Folha




















