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Ações de aéreas da Ásia caem com conflito entre EUA e Irã – 01/03/2026 – Economia

As ações de companhias aéreas asiáticas despencaram neste domingo (1º, manhã de segunda, 2, na Ásia) após os Estados Unidos e Israel realizarem ataques contra o Irã no fim de semana, ampliando a instabilidade no Oriente Médio, afetando o tráfego aéreo e impulsionando o preço do petróleo.

Papéis de empresas como a Cathay Pacific, a Qantas Airways, a Singapore Airlines e a Japan Airlines chegaram a cair mais de 5% no pregão. O setor reagiu tanto à interrupção de voos quanto à alta do combustível. Índices de Bolsas do Japão, Hong Kong e Austrália caíam cerca de 1% no início do pregão.

O transporte aéreo global seguiu sob forte turbulência. A guerra no Irã forçou, pelo terceiro dia consecutivo, o fechamento de importantes hubs do Oriente Médio, como Dubai e Doha, deixando dezenas de milhares de passageiros retidos ao redor do mundo e interrompendo milhares de voos.

Já empresas ligadas ao complexo militar da China subiam, com a Avic Shanyang Aircraft Company, que produz aeronaves furtivas, subindo 5,3%. O índice de defesa CSI subia 3,4%.

O petróleo subia cerca 5% às 23h (horário de Brasília), atingindo o maior nível em meses, à medida que Irã e Israel intensificaram os ataques na região. Petroleiros foram danificados e embarques a partir de uma das principais áreas produtoras do mundo sofreram interrupções, pressionando ainda mais os custos das companhias aéreas.

Na Austrália, as ações da companhia aérea Qantas chegaram a cair 10,4% na abertura do mercado, atingindo o menor patamar em dez meses, antes de reduzirem as perdas para cerca de 6%.

Outras empresas asiáticas também registraram fortes quedas, entre elas a ANA Holdings, a Air China, a China Southern Airlines, a China Eastern Airlines, a AirAsia X, além das taiwanesas China Airlines e EVA Airways, todas com recuos de pelo menos 4%.

Em relatório divulgado neste domingo, o banco Goldman Sachs aponta que a Turquia e a China são os mercados emergentes mais vulneráveis a uma alta do petróleo. A China é o maior importador de petróleo do mundo.

A Qantas informou que seus voos não foram diretamente afetados, já que a empresa não opera aeronaves em aeroportos do Oriente Médio. Ainda assim, passou a oferecer remarcações gratuitas para clientes que precisarem alterar planos de viagem por causa do conflito.

A companhia australiana mantém voos para a Europa a partir da Austrália e de Singapura e possui acordo de codeshare com a Emirates, cujo principal hub, em Dubai, está fechado.

A Cathay Pacific cancelou todos os voos para o Oriente Médio, incluindo rotas para Dubai e Riad, por tempo indeterminado. A Singapore Airlines suspendeu voos de e para Dubai até 7 de março, enquanto a Japan Airlines interrompeu temporariamente a rota Tóquio-Doha.

Segundo a empresa de dados VariFlight, companhias da China continental cancelaram até agora 26,5% dos voos de e para o Oriente Médio entre 2 e 8 de março.

“A dinâmica aponta para uma interrupção forte no curto prazo, mas revisões mais limitadas no restante da semana, sugerindo que as empresas ainda evitam mudanças mais amplas na malha enquanto monitoram os desdobramentos”, afirmou a VariFlight.

Autor: Folha

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