Os preços globais do açúcar avançaram nesta segunda-feira (2), impulsionados pelos temores de que a escalada da guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã comprometa o fornecimento mundial de energia. O mercado avalia que a alta do petróleo pode estimular usinas brasileiras a priorizarem a produção de etanol em detrimento do açúcar.
Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em maio encerrou o dia cotado a 13,91 centavos de dólar por libra-peso, com leve alta de 0,14%.
Segundo a Barchart, os futuros do adoçante atingiram o maior nível em um mês, acompanhando a forte valorização do petróleo bruto. O WTI, referência nos Estados Unidos, saltou para a máxima em mais de oito meses.
Em análise, o Barchart destacou que a disparada do petróleo tende a favorecer o etanol, o que pode levar produtores globais a destinarem maior volume de cana-de-açúcar para o biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar no mercado internacional.
Cacau
Os preços do cacau encerraram a sessão desta segunda-feira (2) em alta na bolsa de Nova York. O contrato com entrega em maio avançou 4,61% e foi negociado a US$ 3.021 por tonelada.
De acordo com análise do TradingView, os futuros voltaram a superar o patamar de US$ 3.000 por tonelada, recuperando parte das perdas registradas no fim de fevereiro, quando as cotações tocaram mínimas de quase três anos, a US$ 2.888 por tonelada.
O movimento foi impulsionado principalmente por compras técnicas, e não por uma alteração nos fundamentos do mercado. O cenário estrutural segue pressionado por perspectivas de oferta abundante e demanda enfraquecida.
No campo produtivo, as condições climáticas favoráveis têm melhorado as projeções de safra nos principais países da África Ocidental. Na América do Sul, a produção também avança, com destaque para o Equador.
Pelo lado da demanda, a desaceleração do consumo global tem contribuído para o aumento dos estoques. Nesse contexto, a Organização Internacional do Cacau (ICCO) elevou sua estimativa de excedente global para a temporada 2024/25, passando de 49 mil para 75 mil toneladas.
Café
Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica com vencimento em maio avançou 1,37% na sessão desta segunda-feira (2), encerrando cotado a US$ 2,8460 por libra-peso.
De acordo com a Barchart, os preços fecharam em alta, com destaque para o robusta, que atingiu o maior valor em duas semanas. Segundo a consultoria, as preocupações com a oferta sustentaram o movimento positivo, em meio à guerra envolvendo o Irã, que tem prejudicado o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. A situação elevou as taxas globais de frete, além dos custos de seguro e combustível, pressionando importadores e torrefadores.
Apesar disso, os ganhos do arábica foram limitados pelas condições climáticas no Brasil. Chuvas recentes melhoraram as perspectivas para a safra 2026. A Somar Meteorologia informou que Minas Gerais, maior região produtora de café arábica do país, registrou 78 milímetros de chuva na semana encerrada em 20 de fevereiro, volume equivalente a 131% da média histórica para o período.
Suco de laranja
Os preços do suco de laranja registraram quedas na bolsa de Nova York, o suco encerrou o dia negociado a US$ 1.723,50 por tonelada, com alta de 5,04%.
Algodão
A alta do petróleo pressionou os preços futuros do algodão nesta sessão na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em maio recuou 1,55%, encerrando a US$ 64,59 por libra-peso.
A combinação de petróleo e dólar em alta reforçou no mercado os temores de inflação e desaceleração econômica global, cenário que pode comprometer o consumo de produtos têxteis.
Com a moeda norte-americana mais forte, o algodão se torna mais caro para importadores que operam com outras divisas, o que tende a reduzir a demanda internacional e estimular movimentos de venda por parte dos fundos.
O mercado também monitora a produção em países como Índia e Brasil que deve ser alta. Por outro lado, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) prevê queda na produção mundial total devido à redução da área plantada e da produtividade global.
Autor: CNN Brasil








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