
O advogado Walfrido Warde deixou nesta quarta-feira (21) a equipe de defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por suposta fraude financeira. A saída ocorre em meio a rumores de que o empresário pode fechar um acordo de delação premiada.
A informação foi revelada pelo blog de Andréia Sadi, no portal g1. Conhecido pelo perfil combativo, Warde é especialista em litígios empresariais e já comparou a delação premiada a uma forma de “tortura psicológica”.
Ele escreveu o livro “O Espetáculo da Corrupção”, com críticas à Operação Lava Jato, publicado em 2018. Em 2022, Warde defendeu a regulação do dispositivo durante uma live promovida pelo portal ConJur.
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“A Operação Lava Jato se mostrou eficiente na detecção da corrupção com o acoplamento de prisão cautelar longa e delação premiada, em um contexto de tortura psicológica. Fica mais fácil detectar ilícitos dessa forma, aliás ilícitos putativos, ilícitos inexistentes”, afirmou o advogado à época.
“Será que não é o caso de uma regulação da delação premiada? Não devemos refletir uma legislação específica para isso, criando condições, critérios?”, questionou Warde.
O escritório Warde Advogados atuava na frente regulatória, com o objetivo de paralisar ou reverter a liquidação extrajudicial do Banco Master imposta pelo Banco Central.
O dono do Banco Master ainda é defendido por outros escritórios de advocacia que contam com nomes conhecidos, como Pierpaolo Bottini, Roberto Podval e Sérgio Leonardo.
Bottini é um dos principais criminalistas do país e Podval atuou na Operação Lava Jato. Leonardo também é criminalista e atua como procurador-geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Nacional.
Defesa de Vorcaro nega possibilidade de delação
Em nota, a defesa de Vorcaro negou “com veemência a existência de qualquer proposta ou negociação de delação premiada”. “Essa informação não corresponde à realidade e não foi objeto de tratativa formal ou informal por parte do Sr. Vorcaro ou de seus advogados”, diz o comunicado.
“Daniel Vorcaro reafirma sua inocência, segue exercendo plenamente seu direito de defesa, colaborando com as autoridades dentro dos limites legais e confia no esclarecimento dos fatos por meio dos instrumentos regulares do devido processo legal”, acrescentou a defesa.
Nos bastidores, os rumores sobre um possível acordo aumentaram após a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da Operação Compliance Zero, no último dia 14, contra familiares do empresário.
Autor: Gazeta do Povo







