sábado, março 7, 2026
25.5 C
Pinhais

Água no ouvido é perigoso? Veja dicas para evitar infecção – 07/03/2026 – Equilíbrio e Saúde

Poucas sensações são tão comuns quanto a de sair da piscina ou do mar com o ouvido “cheio”, como se houvesse água lá dentro. O som fica abafado, às vezes surgem pequenos estalos ou um barulho de água se movendo. E aí surge a dúvida: isso é normal ou pode ser um problema?

Antes de tudo, sim, isso é normal. “O ouvido externo tem um canal naturalmente curvo e relativamente estreito, o que facilita a retenção de água”, explica a otorrinolaringologista Larissa Richter, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia. A presença de cera também pode funcionar como uma barreira, de forma que a água se acumula atrás dela, provocando a sensação de ouvido tampado.

Em algumas pessoas, o canal auditivo é ainda mais estreito, tanto por características individuais quanto por alterações adquiridas ao longo da vida, como o chamado “ouvido de surfista”, um crescimento ósseo associado à exposição frequente à água fria. A boa notícia é que, na maioria das vezes, o líquido sai sozinho em pouco tempo. Quando isso não ocorre, porém, é preciso ter alguns cuidados.

O que fazer (e o que não fazer)

Antes de recorrer a qualquer produto para tentar fazer a água sair do ouvido, teste medidas simples: incline a cabeça para o lado do ouvido afetado e puxe suavemente a orelha para baixo e para trás. Isso ajuda a endireitar o canal auditivo e favorece a drenagem.

Pequenos pulinhos ou movimentos circulares com a cabeça também costumam funcionar. O secador de cabelo pode ser um aliado. “Use-o em temperatura morna, mantendo uma distância segura do ouvido, por alguns segundos”, orienta Richter. A ideia é ajudar a evaporar a umidade, sem calor excessivo nem contato direto.

O que não vale é recorrer a objetos improvisados, como hastes flexíveis, toalha, papel ou mesmo o dedo. Esses artefatos empurram a cera para dentro, formando um tampão que vai prender ainda mais água. Farmácias oferecem soluções otológicas com álcool, vendidas como gotas para secar o ouvido. Embora o álcool ajude na evaporação da água, ele não deve ser usado de forma indiscriminada. “Algumas soluções ajudam, mas devem ser usadas apenas com orientação médica, principalmente em crianças”, alerta a otorrinolaringologista.

Tampouco é indicado pingar álcool comum diretamente no canal auditivo. A substância pode causar irritação da pele, além de ardor intenso, pequenas lesões e até aumentar o risco de inflamações e infecções. Sem contar que muitas pessoas têm perfuração do tímpano sem saber e, nessas situações, o uso do álcool pode ser bastante prejudicial.

Água no ouvido, sinal de perigo?

Além de ser incômoda, a presença de água no ouvido pode se transformar em um problema de saúde. Ambientes quentes e úmidos favorecem a proliferação de bactérias e fungos, o que pode levar à otite externa, conhecida popularmente como “ouvido de nadador”.

“O canal auditivo tem uma proteção natural formada por pele e cera. Quando a água fica retida por muito tempo, esse ambiente de defesa se altera”, explica Larissa Richter.

Embora possa afetar qualquer pessoa a qualquer momento, a condição é mais frequente no verão e em crianças entre 7 e 14 anos, que costumam passar mais tempo na água e têm o canal auditivo mais estreito. Após o banho ou natação, garanta que o pequeno seque bem os ouvidos.

Os sintomas mais comuns incluem dor (especialmente ao tocar ou puxar a orelha), coceira intensa, sensação persistente de ouvido entupido, vermelhidão, inchaço e, em alguns casos, secreção e febre. Em caso de dor, piora da audição, inchaço, secreção ou febre, procure um médico.

“Quando esses sintomas aparecem, não se trata mais apenas de água retida. A avaliação com o otorrinolaringologista é fundamental para o diagnóstico correto e o tratamento adequado”, orienta a médica do Einstein Goiânia. Se a sensação de água no ouvido durar mais de dois ou três dias, mesmo sem dor, também vale procurar atendimento.

Para quem sofre com o problema com frequência, vale investir em protetores auriculares próprios para água e em toucas de natação. Inclinar a cabeça ao sair da água e secar delicadamente apenas a parte externa do ouvido também ajudam. Na maioria das vezes, o próprio organismo dá conta do recado.

Autor: Folha

Destaques da Semana

Mulheres privadas de liberdade preparam rosas que serão entregues no Dia da Mulher

Um grupo de mulheres privadas de liberdade da Penitenciária...

Impactos da guerra no Irã na economia brasileira

A ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o...

O alvo estratégico no Irã

Uma pequena ilha de 20 km² no Golfo Pérsico...

Por Onde Anda Michael Rosembaum, o Lex Luthor de Smallville?

Todo grande super-herói precisa de um vilão à altura...

PL prepara palanque com apoio a Flávio Bolsonaro nos estados

Após se consolidar no início deste ano eleitoral como...

Temas

Siga-nos

Conheça Nosso Guia de Compras

spot_img

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas