
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmaram nesta sexta-feira (23) que não poderão aderir no atual formato ao Conselho da Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegando barreiras das constituições dos dois países.
“Na forma como o Conselho da Paz está atualmente estruturado, não podemos aceitar suas estruturas de governança na Alemanha por razões constitucionais”, disse Merz em uma entrevista coletiva ao lado de Meloni, em Roma.
“No entanto, estamos, é claro, preparados para explorar outras formas — novas formas — de cooperação com os Estados Unidos da América, se o objetivo for encontrar novos formatos que nos aproximem da paz em diferentes regiões do mundo”, acrescentou o chanceler alemão, segundo informações da agência Reuters.
Meloni foi na mesma linha, ao lembrar que a Constituição italiana impede o país de participar de organismos internacionais nos quais um integrante (no caso, os Estados Unidos) tenha mais poder do que os demais.
“Estamos prontos [para entrar no conselho]. Mas, é claro, existem problemas objetivos com a forma como a iniciativa está estruturada”, disse a premiê italiana. “Também conversei com o presidente americano sobre isso. Talvez possamos tentar resolver essas questões.”
O Conselho da Paz, para o qual Trump convidou vários líderes, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a princípio vai supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza após mais de dois anos de guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, mas o presidente americano quer que o conselho atue na intermediação de outros conflitos pelo mundo.
Outros países, como Espanha e França, já anunciaram que não participarão do Conselho da Paz, com Madri e Paris alegando que a principal razão é que o grupo está fora do marco da ONU – acusada por Trump de “nunca” tê-lo ajudado a resolver qualquer conflito.
Autor: Gazeta do Povo






