O anúncio sobre o novo CEO do GPA, grupo dono da rede de supermercados Pão de Açúcar, foi visto como um movimento de continuidade pelo mercado, após choques entre acionistas e dança das cadeiras no conselho de administração com a chegada da família Coelho Diniz como maior acionista da companhia. A notícia, porém, gerou uma nova ruptura nos bastidores.
Alguns acionistas minoritários ficaram contrariados com a escolha e podem tornar a vida mais difícil de Alexandre de Jesus Santoro. Para assumir a nova função, ele deixou o grupo IMC —das marcas Frango Assado e Pizza Hut—, onde comandou um processo de expansão das redes.
Um acionista com participação importante criticou, à coluna, o fato de não ter sido consultado sobre o novo nome, que foi aprovado apenas pelo conselho de administração e não passou por uma AGE (assembleia geral extraordinária).
Hoje formado por sete membros, o conselho do GPA comporta até nove cadeiras, e minoritários descontentes com a escolha agora estão de olho nos dois assentos vagos.
Se eles decidirem pedir uma AGE (assembleia geral extraordinária) para eleger novos conselheiros e preencher as cadeiras vagas, a avaliação é de que a nova gestão ficará em compasso de espera e Alexandre Santoro não terá caneta para impor mudanças que já estavam em curso pelos novos controladores da companhia.
No terceiro trimestre, o GPA conseguiu reverter o prejuízo apurado em trimestres anteriores e entregou lucro líquido de R$ 137 milhões.
O resultado é fruto de um plano iniciado no ano passado pela companhia de redução de custos, despesas e investimentos. A empresa passa por um processo de simplificação de sua estrutura administrativa e já reduziu 700 cargos, principalmente na sua sede.
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