
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou os ditadores da Rússia e de Belarus, Vladimir Putin e Alexander Lukashenko, para integrar o Conselho da Paz criado por Washington para supervisionar os próximos passos da transição política e da reconstrução da Faixa de Gaza. As informações foram confirmadas por autoridades dos dois países nesta segunda-feira (19).
Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o convite a Putin foi encaminhado por canais diplomáticos oficiais e ainda está sob análise do regime russo.
“O presidente Putin recebeu uma proposta para participar desse Conselho da Paz. Estamos estudando todos os detalhes da iniciativa e esperamos contato com a parte americana para esclarecimentos adicionais”, afirmou Peskov, de acordo com a imprensa estatal russa.
O convite de Trump a Lukashenko, um aliado próximo do Kremlin e apoiador da invasão russa à Ucrânia, foi divulgado por meios de comunicação estatais de Minsk, que confirmaram o recebimento do convite por parte do regime de Belarus.
O convite aos dois ditadores ocorre dias após Trump ter enviado uma carta ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para que o Brasil participasse como membro fundador do Conselho da Paz. Segundo a CNN Brasil, o documento foi encaminhado pela Casa Branca por meio da embaixada brasileira em Washington.
Anunciado por Trump como parte de seu plano de 20 pontos para encerrar de forma definitiva o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas, o Conselho da Paz terá como função supervisionar a administração transitória de Gaza, a reconstrução da infraestrutura civil e a implementação das etapas seguintes do cessar-fogo que está em curso, que entrou em vigor em 10 de outubro.
Conforme divulgado pela Casa Branca, o órgão será presidido por Trump e contará com um comitê executivo formado por figuras como o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. O governo americano afirma que o conselho atuará em coordenação com Israel, países árabes e parceiros internacionais.
Segundo a agência Associated Press e outros veículos internacionais, convites também foram enviados a países como Argentina, Egito, Índia, Turquia, Canadá e Albânia. Até o momento, Hungria, Vietnã e Cazaquistão confirmaram a aceitação do convite, enquanto outros governos seguem avaliando a proposta apresentada por Washington.
Autor: Gazeta do Povo





