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Após ser afastado pelo governo de SP, delegado é nomeado diretor do Dope

O delegado Fábio Pinheiro Lopes, conhecido como Fábio Caipira, foi nomeado diretor do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) da Polícia Civil. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado pela Secretaria da Casa Civil nesta sexta-feira (23).

Fábio irá ocupar a vaga que anteriormente era de Paulo Sergio Pilz e Campos Mello.

Em dezembro de 2024, ele foi afastado do comando do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) pelo Governador Tarcísioo de Freitas (Republicanos), na mesma semana em que a Polícia Federal deflagrou uma operação que resultou na prisão de sete pessoas, entre policiais e civis.

Naquele período, o delegado Murilo Fonseca Roque, então responsável pelo 24º Distrito Policial, da Ponte Rasa, também foi afastado após ser citado na delação de Gritzbach, executado no dia 8 de novembro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande SP.

Em entrevista coletiva realizada após seu afastamento da Polícia Civil, Fábio Caipira afirmou ter sido enganado pelo advogado Ramsés Benjamin Samuel Costa Gonçalves. Veja:

Na ocasião, Caipira afirmou ter conversado com o então secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, e que ouviu que a SSP sabe que ele “não está envolvido no caso”. Para o delegado, as acusações apresentadas por Grietzbach não se sustentam diante das provas que existem.

Ele também negou as acusações de que advogados teriam se reunido com ele na sede do Deic, em São Paulo, e as classificou como falsas. Segundo ele, Ramsés jamais foi recebido e nunca apresentou qualquer procuração em nome de Vinícius Gritzbach.

Deic tem novo diretor após delegado ser afastado por citação em delação

Em janeiro de 2025, Fábio Caipira foi substituído por Ronaldo Sayeg como titular da direção do Deic.

O MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) pediu o arquivamento do caso que investigava Fábio e outros delegados, que incluía ainda o deputado estadual Delegado Olim (PP).

Caso Gritzbach: MP pede arquivamento de investigação contra delegados

No parecer, o procurador destacou a “inexistência de indícios”, ou seja, a ausência de provas que vinculassem os nomes mencionados por Gritzbach aos fatos relatados.

No mesmo documento, o magistrado Sérgio Turra determinou que os “elementos de informação” relacionados aos investigados sem foro por prerrogativa de função fossem encaminhados ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Relembre o caso Gritzbach

O assassinato de Vinícius Gritzbach ocorreu na tarde de 8 de novembro de 2024, nas proximidades do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de cinco homens desceram de um veículo preto e efetuaram diversos disparos contra o empresário. Um automóvel com as mesmas características foi posteriormente encontrado abandonado em uma avenida próxima ao aeroporto.

Imagens do sistema de monitoramento mostram dois suspeitos saindo de um carro na área de embarque e desembarque, no momento em que o delator se preparava para entrar em outro veículo.

Após o primeiro disparo, Gritzbach percebe a movimentação, tenta pular uma mureta, mas acaba sendo atingido pelos tiros.

As investigações apontam que o crime teria sido motivado por vingança pelas mortes de Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como “Cara Preta”, e de Antonio Corona Neto, o “Sem Sangue”.

Emílio Carlos Gongorra, o “Cigarreira”, e Diego Amaral, conhecido como Didi, indicados como os mandantes do homicídio, eram amigos próximos de Cara Preta e, segundo a apuração, já haviam determinado a execução de Gritzbach há algum tempo.

Ao todo, oito pessoas foram indiciadas, sendo seis por homicídio e duas por favorecimento

Indiciados pelo favorecimento:

  • Matheus Soares Brito
  • Tiago da Silva Ramos

Indiciados pelo crime:

  • Emílio Carlos Gongorra, o “Cigarreira”
  • Diego Amaral, o Didi
  • Kauê Amaral
  • Cabo Denis Antônio Martins
  • Tenente Fernando Genauro
  • Soldado Ruan Silva Rodrigues

*Sob supervisão de AR.

Autor: CNN Brasil

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