No último dia 6, Rayane Fogal venceu a edição de Ohio –a mais importante– do Arnold Sports Festival pela categoria Wellness. Em entrevista à coluna, a fisiculturista brasileira conta que, para conquistar o título, seguiu uma estratégia baseada em cansar seu físico o mínimo possível durante a preparação.
“Depois do Olympia (o último campeonato do qual ela tinha participado), eu dei um descanso antes de iniciar a minha preparação para o Arnold Classic Ohio. Isso deu muito certo”, destaca a atleta mineira.
“Diferentemente de outras preparações que eu fiz, essa foi muito tranquila. A confiança que eu mostrei no palco foi reflexo dessa preparação sem contratempos, de uma finalização tranquila. Não vou falar que não senti cansaço, isso é normal, mas não tive nenhum empecilho. Tive todo o suporte possível”, completa a integrante do time da Integralmedica.
Rayane, que atualmente é a quarta melhor atleta do planeta em sua categoria, competiu contra Elisa Alcantara, atual top 3 do Olympia. Ela superou a adversária depois de prestar atenção ao que os árbitros haviam lhe pedido –um glúteo mais desenvolvido.
Para trazer a mudança necessária, a atleta e sua equipe alteraram a abordagem dos treinos, que passaram a ter menos volume –o que é referente ao número de séries realizadas na sessão– e mais intensidade –que diz respeito às cargas utilizadas. “Meu físico responde muito bem a treinos com mais intensidade. Antes, eu tinha um volume de treino muito alto –ficava pelo menos duas horas na academia– e usava menos carga, mas meu físico não apresentava aquele aspecto de densidade que o treino mais pesado traz”, afirma.
“Também focamos bastante em exercícios isolados. Eu treinei glúteo dia sim, dia não. Acho que o diferencial é ter um treinador em que você confia e ser uma atleta dedicada, que faz tudo o que precisa ser feito. É por isso que, a cada competição, eu consigo mostrar uma evolução”, ressalta.
Aliada a uma dieta que chegou em 800 calorias diárias e a sessões de exercício aeróbico que raramente ultrapassavam os 80 minutos diários, a nova estratégia surtiu efeito: “Um árbitro me disse que ficou impressionado com a minha evolução e com a maneira que eu sempre atendo os ‘feedbacks’ que eles me passam (…) minha evolução entre o Olympia de 2025 e o Arnold Classic Ohio de 2026 foi grande. Cheguei com mais glúteo e com uma cintura mais amarrada, o que ajudou na minha silhueta”.
Por fim, Rayane conclui que o resultado aumentou sua confiança, mas não fez com que ela se acomodasse: “Vou continuar trabalhando em cima do retorno que eu tive por parte dos árbitros. Sou a atual top 4 do Olympia e quero subir posições”.
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Autor: Folha




















