Representantes das Defesas Civis do estado de São Paulo e de municípios paulistas vão se reunir nesta quinta-feira (26) para definir medidas de atuação diante da previsão de mais chuvas intensas.

Os temporais devem atingir, sobretudo, cidades litorâneas e regiões como a de Campinas, a de Sorocaba e a de Itapeva.
Na capital, uma mensagem de alerta severo foi enviada aos habitantes por volta das 17h30 desta quarta (25). As autoridades comunicaram precipitações nas zonas sul e central, com ventos.
Os alertas vermelhos de chuva são para o Vale do Ribeira, Registro, São José dos Campos e toda a costa litorânea. Essas e outras cidades com representantes previstos no encontro de amanhã estão em estado de alerta. A classificação para o restante dos municípios é de atenção.
Em nota, o governo explicou que a chegada de uma frente fria favorece as atuais condições meteorológicas, marcadas pelas chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento.
As autoridades ressaltam, ainda, que diversas localidades apresentam o solo já bastante encharcado, fator que colabora para alagamentos e deslizamentos de terra.
Desabrigados
Até a manhã desta quarta-feira, a cidade de Peruíbe somava 384 pessoas desabrigadas por conta das chuvas. Ilhabela, outro município do litoral paulista, também sofreu estragos e queda de árvores. Além disso, no interior, houve alagamentos e transbordamento de rios.
Em 2025, a falta de estrutura capaz de mitigar efeitos dos temporais desestabilizou diversas comunidades locais. Um elevado nível pluviométrico, isto é, de chuvas, atingiu Ubatuba, Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, São José do Rio Preto, Elias Fausto, São Carlos e São Luís do Paraitinga. O gabinete de crise criado para a resposta a essas chuvas foi reativado neste mês.
Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) expôs a fragilidade dos habitantes de São Paulo. Apenas 76 dos 645 municípios do estado têm as ferramentas necessárias para encarar calamidades como enchentes. A parcela corresponde a 11,7% do total de cidades do estado, que é de 645.
Quando se trata de eventos climáticos extremos, a proporção é ainda mais preocupante. Somente dois em cada dez municípios estão devidamente preparados.
O Conselho Estadual de Mudanças Climáticas, de natureza meramente consultiva, ou seja, sem poder de deliberar, completa agora um ano e um mês de funcionamento. Criado pelo governo de Tarcísio de Freitas, tem as atividades conduzidas pela Casa Civil.
Na página SP em Alerta, o governo estadual informa um montante de R$ 64,3 milhões destinados a ações de prevenção a desastres naturais, a ativação de radares novos no litoral norte e em Campinas e a compra de 244 veículos desde o início de 2023.
O governo também pontua a aquisição de 858 equipamentos, sem especificar a finalidade, e a conclusão, em 2024, de 24 obras “de reconstrução das comunidades afetadas por desastres”.
A Agência Brasil tentou antecipar, junto à Defesa Civil do estado, detalhes das medidas que deverão ser implementadas nos próximos dias, mas não obteve retorno.
Autor: Agência Brasil








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