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BNDES amplia meta de financiamento para R$ 370 bilhões – 27/02/2026 – Economia

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ampliou sua meta de financiamento no âmbito do programa NIB (Nova Indústria Brasil) de R$ 300 bilhões para R$ 370 bilhões, anunciou nesta sexta-feira (27) o presidente da instituição, Aloizio Mercadante.

Os novos recursos serão aplicados na política industrial do governo Lula (PT) após o banco ter alcançado, de 2023 a 2025, a meta de destinar R$ 300 bilhões ao setor —ante objetivo inicial de R$ 250 bilhões.

Segundo o BNDES, o montante foi destinado principalmente a projetos de transformação digital, cadeias agroindustriais sustentáveis, infraestrutura, tecnologia de interesse para a soberania e bioeconomia.

Do total liberado no período, 49% ficaram concentrados na região Sudeste, seguida do Sul. Mercadante afirmou que o banco tem intensificado esforços para ampliar a participação do Nordeste e do Norte, embora reconheça que os investimentos ainda permanecem fortemente concentrados nas regiões mais industrializadas do país.

O presidente do BNDES também indicou que o governo estuda lançar um segundo Brasil Soberano, programa de crédito voltado a empresas exportadoras impactadas pelas tarifas de Trump. Segundo ele, parte dos recursos reservados à versão original do programa não chegou a ser utilizada, abrindo espaço para uma nova rodada de apoio.

“Os recursos já existem, agora tem que ser modelado, a Fazenda está estudando. Os critérios do Brasil Soberano não favoreciam, porque o peso na pauta de exportações de alguns setores é menor do que o outro”, disse.

Na frente ambiental, Mercadante afirmou que 40% dos recursos do Fundo Clima foram direcionados à indústria, resultando em uma redução estimada de 95,5 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, o que corresponderia à retirada de cerca de 20 milhões de carros por ano das ruas. Os financiamentos incluem projetos de biocombustíveis, eficiência energética, beneficiamento de lítio e desenvolvimento de baterias.

Segundo ele, o banco já destinou mais de R$ 200 bilhões a projetos de energia limpa, e afirmou que isso consolida o Brasil como um dos maiores financiadores globais de fontes renováveis.

No setor automotivo, o presidente do BNDES destacou o foco em veículos híbridos, considerados mais adequados à matriz energética brasileira, além de investimentos em inovação industrial e descarbonização. Projetos em parceria com empresas como a WEG buscam desenvolver a cadeia nacional de baterias.

Durante entrevista, ele também defendeu que o país desenvolva sua própria IA como estratégia para garantir soberania tecnológica.

“O Brasil precisa ser produtor de inteligência artificial, não podemos ser só consumidores. Precisamos ter um LLM [modelo de linguagem grande], precisamos ter o nosso universo cultural, histórico, desenvolvido para poder avançar na nossa identidade”, disse Mercadante.

Segundo o presidente do banco, o BNDES já financiou R$ 4,7 bilhões em projetos ligados à inteligência artificial nos últimos dois anos, com foco sobretudo na implantação de data centers, mas também em iniciativas voltadas ao desenvolvimento de software, aplicações industriais e modelos de linguagem de grande porte (LLMs, na sigla em inglês).

Autor: Folha

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