O Ministério da Saúde afirmou nesta quinta-feira (8) que o Brasil doará 100 toneladas de medicamentos e outros insumos para a Venezuela.
“Para apoiar o cuidado a 16 mil pacientes venezuelanos que precisam de tratamento de hemodiálise, o Ministério da Saúde enviará, na manhã desta sexta-feira (9), as primeiras 40 toneladas de insumos médico-hospitalares”, afirma a pasta, em nota.
Os insumos que serão enviados para a Venezuela foram obtidos por doações de hospitais universitários e filantrópicos brasileiros, ainda segundo o ministério. “Amanhã, o país vizinho receberá medicamentos de uso contínuo, filtros, linhas arterial e venosa, cateteres e soluções para o tratamento da hemodiálise.”
Na segunda-feira (5), o ministro Alexandre Padilha disse que a operação dos Estados Unidos ordenada por Donald Trump, que resultou na captura de Nicolás Maduro, também destruiu um centro de distribuição de medicamentos e de tratamento de pacientes renais da Venezuela. O ministro afirmou que a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) pediu o apoio brasileiro.
As 100 toneladas de doações ficarão armazenadas no estoque do Ministério da Saúde, localizado em Guarulhos (Grande São Paulo). A primeira remassa será levada por um avião venezuelano na sexta-feira (9), diz o ministério.
O ministro Alexandre Padilha enviou uma carta à ministra da Saúde da Venezueala, Magaly Gutiérrez, “em que reforça o apoio do governo brasileiro para a garantia da assistência à saúde”, “especialmente aos pacientes de diálise, afetados pela destruição do centro de distribuição de medicamentos e insumos daquele país”, afirma o governo brasileiro.
O ministério afirmou ainda que há 40 profissionais envolvidos na Operação Acolhida, atuando em Pacaraima (RR), na fronteira com a Venezuela. “São médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e mediador intercultura.”
“Depois de levar a Força Nacional do SUS para Pacaraima, o governo federal autorizou o envio da Força Nacional de Segurança Pública para o município e para a capital Boa Vista. Por 90 dias, os agentes de segurança vão atuar nas atividades e serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública, das pessoas e do patrimônio”, diz ainda a Saúde.




