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Brasil revê Croácia antes de convocação final para a Copa – 30/03/2026 – Esporte

Neymar ainda era quase inquestionável na seleção brasileira, líder técnico de um elenco que já era comandado por Tite havia mais de seis anos. O tempo permitiu ao treinador obter um bom conhecimento dos jogadores à sua disposição para, entre o Mundial de 2018 e o de 2022, manter a base do time.

Assim era o Brasil na última vez em que duelou com a Croácia, nas quartas de final Copa do Mundo do Qatar. A formação croata eliminou a equipe verde e amarela nos pênaltis.

Pouco mais de três anos após aquele embate, os dois times voltam a se enfrentar nesta terça-feira (31), em Orlando, nos Estados Unidos. Desta vez, em um amistoso, o último de ambos antes da convocação para o Mundial deste ano.

A seleção brasileira é bem diferente daquela que atuou no Oriente Médio. Neymar não só deixou de ser inquestionável. Ele não foi chamado nem sequer uma vez pelo atual treinador, Carlo Ancelotti, à frente da equipe desde maio do ano passado.

Machucado à época da primeira convocação do italiano, o atleta conviveu com sucessivos problemas físicos desde então. Segundo o técnico, essas questões o impediram de recuperar 100% da forma física, condição que diz considerar inegociável.

Mesmo com a exigência, o técnico precisou se acostumar a lidar com constantes trocas em suas listas de convocados por causa de lesões. Na atual janela de amistosos, três jogadores foram cortados pouco antes do duelo com a França, na última quinta-feira (26) —o goleiro Alisson, o lateral esquerdo Alex Sandro e o zagueiro Gabriel Magalhães.

Depois do duelo, mais dois atletas deixaram o grupo por problemas físicos, Raphinha e Wesley.

A príncipio, nenhuma dessas baixas preocupa para a convocação para a Copa do Mundo. O único nome certo que Ancelotti precisou descartar foi o do atacante Rodrygo, do Real Madrid, que rompeu o menisco e o ligamento cruzado anterior do joelho direito no início do mês e está fora do restante da temporada.

Diante das saídas de Raphinha e Wesley, Ancelotti indicou Ibañez e Luiz Henrique como substitutos contra a Croácia.

O Brasil deverá ter cinco mudanças em relação à formação que perdeu para a França, por 2 a 1, em jogo no qual foi dominado pela rival e chegou a sofrer o segundo gol quando já estava com um homem a mais, após a expulsão do zagueiro Upamecano. A atuação rendeu uma série de críticas, com sinais claros de problemas em todos os setores.

Na defesa, Marquinhos agora volta ao time titular após ser poupado do último jogo por dores no quadril. No meio de campo, Danilo ganha chance no lugar de Andrey Santos. No ataque, João Pedro substitui Gabriel Martinelli.

Com as trocas, Vinicius Junior deverá atuar aberto pelo lado esquerdo, com a função que costuma exercer no Real Madrid. Contra a França, ele jogou centralizado no ataque e pouco conseguiu produzir.

Ancelotti afirmou nesta segunda-feira (30) que já tem uma “ideia muito clara” de sua equipe considerada titular e “também bastante definida da lista final”. Seu plano era aplicar essa ideia e dar ritmo aos jogadores escolhidos, o que não foi possível.

“O objetivo dos jogos contra França e Croácia era testar a equipe titular. A equipe titular não está [disponível] por conta de muita lesões”, afirmou. “A ideia não era fazer testes nesses jogos. A ideia era testar a equipe titular. Teremos que buscar outro caminho. Estamos no processo correto. Crítica é normal. Eu tenho muito claro que o mais importante é o resultado, mas para nós o resultado mais importante é o primeiro jogo da Copa do Mundo.”

A convocação final para a Copa do Mundo está marcada para o dia 18 de maio.

Ancelotti é o quarto profissional a comandar a seleção desde a saída de Tite, logo depois da última Copa do Mundo. O elenco passou pelas mãos dos interinos Ramon Menezes e Fernando Diniz, antes de ser comandado por Dorival Júnior. As trocas tiveram impacto direto na construção do elenco para o Mundial deste ano.

Apesar do cenário, o técnico da seleção brasileira tenta demonstrar otimismo. “Precisamos de calma e tranquilidade porque toda a comissão e toda a CBF [Confederação Brasileira de Futebol] estão convencidas de que estamos no caminho correto e no ponto correto. Acho que foi um bom trabalho até agora”, disse o italiano.

Autor: Folha

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