São Paulo
Além do expresso com pão na chapa no café da manhã, há quem ache indispensável um dry martíni logo cedo —como a personagem interpretada pela atriz Jane Fonda na série “Grace and Frankie”, da Netflix.
Endereços em São Paulo apostam em um modelo de funcionamento que une esses dois extremos, com itens de cafeteria, com bebidas à base de grãos especiais, e drinques de bar, com receitas autorais.
Alguns desse lugares já nasceram com a proposta híbrida, como o Ninho Café, que abriu em novembro do ano passado na Vila Madalena —seu funcionamento vai até 23h às quintas, sextas e sábados.
De manhã, a casa serve focaccia com ovos mexidos e avocado (R$ 64) junto de uma variedade de métodos de extração de café, como Aeropress, coldbrew e coado feito na Hario V60.
A bebida cafeinada também vira matéria-prima para coquetéis como o sete galos, feito com cachaça Weber Haus envelhecida em sassafrás, vermute tinto, café cold brew e tintura de erva-mate (R$ 40). Para acompanhar, os donos Sofia Lerner e Rafael Câmara servem oito opções de sanduíches que usam focaccia como base —mas podem receber jamón, atum e cogumelos.
Já o caso do Folk Café, que abriu há pouco mais de um ano na Pompeia, foi diferente. A casa começou abrindo cedo as portas “para acompanhar o ritmo do bairro”, um espaço residencial, diz André Travassos, dono.
Os drinques alcoólicos entraram no radar no ano seguinte à abertura, que aconteceu em 2024, quando algumas receitas foram testadas em uma festa na cafeteria. O experimento etílico deu certo e ficou no menu.
“Foi uma questão de demanda crescente. Eu ia testando e adaptando conforme o que os clientes gostavam”, diz Travassos.
Os preferidos são o toranja express (R$ 24), expresso, água tônica e xarope de toranja, e o sakura (R$ 25), matcha, leite e xarope de morango. Entre os coquetéis, também destacam-se a mimosa (R$ 28), espumante brut e suco de laranja, e o clássico expresso martíni (R$ 42)
Dois sanduíches de ciabatta complementam o menu. O pesto caprese (R$ 36) e o bacon e missô (R$ 42). Falta um doce? O brownie da casa (R$ 20) é queridinho dos frequentadores. O Folk Café abre de terça a sábado, das 9h às 17h.
A japonesa Hario chegou em 2024 ao Brasil trazendo sua longa expertise na fabricação de utensílios que ajudou a difundir a ideia de café coado como algo mais elaborado. O espaço, instalado no Itaim Bibi, reune cafeteria, restaurante, bar e loja.
Ali, afirma Katia Nassuno, empresária por trás da inauguração, a presença da coquetelaria surge de forma estratégica, ao posicionar o café também como ingrediente.
“Os apreciadores de cafés especiais buscam precisão e pureza na extração, enquanto os interessados em alta coquetelaria valorizam a complexidade de sabores e a criatividade na mixologia”, diz ela.
No salão com 90 lugares, o balcão central promove o contato entre baristas, bartenders e clientes.
Quem visita a Casa Hario pode beber o cafeinado thi e thi (R$ 25), que leva cold brew, xarope 1883 de baunilha e mix cítrico. O coquetel origami high (R$ 45) está na lista de mais pedidos, é composto por gin em infusão com genmaicha, soda de lichia com flor de clitória e mix cítrico.
“A ideia é expandir o cardápio alcoólico, com foco em coquetéis mais suaves”, diz Mariana Nassuno, sócia na operação. A Casa Hario abre todos os dias e funciona até 23h durante as quintas, sextas e sábados.
Ao completar 15 anos, o Empório Alto dos Pinheiros (EAP), pioneiro em cervejas artesanais na cidade, inaugurou um espaço dedicado ao café.
Em Pinheiros, quase ao lado da cervejaria –mas com públicos diferentes–, o EAP Café serve coados com quatro métodos de extração: Kalita, Aeropress, V60 e prensa francesa (entre R$ 13 e R$ 20).
O expresso gim-tônica (R$ 32) e o whiskey affogato (R$ 35) que leva bourbon, sorvete de creme e espresso, são indicações de Roberta. Ela conta que o público das bebidas vai além dos entusiastas da coquetelaria. “Temos alguns grandes fregueses para determinados drinques, como a caipirinha e o irish coffee”, diz
Veja, a seguir, dez endereços que oferecem café e alta coquetelaria.
Belô
Guloseimas típicas de Minas Gerais compõe o brunch belô (R$ 152). O mix para duas pessoas faz um roteiro gastronômico pelo estado: além de duas bebidas quentes e duas geladas, o mix tem pães de queijo, broinhas, ovos mexidos com bacon e tomatinho confit, creme de queijo canastra, geleia e manteiga. Marcelo Serrano assina os drinques autorais, como o robusto (R$ 45), vodca, pêssego, Amaretto del Orso, limão, canela defumada e nibs de cacau.
R. Padre João Manuel, 881, Cerqueira César, região oeste, tel. (11) 95321-2347, @belorestaurantesp. Seg. a sex., 08h às 22h. Sáb., das 8h às 22h. Dom., das 8h às 16h.
Botanikafé
Especializado em brunch, o local atrai desde turistas com malas de viagem até quem sai da academia em busca do pós-treino. São dezenas de opções com café gelado ou quente. O monte branco (R$ 25), por exemplo, está nas unidades Jardins e Pinheiros, e na Bienal do Ibirapuera, que não serve álcool. Kamilla Zogbi assina os coquetéis green haze (R$ 40) e Brasil com s, por R$ 44.
Al. Lorena, 1765, Jardins, região oeste, tel e WhatsApp: (11) 3064-6570. @botanikafe. Seg. a qui., das 8h às 22h.Sex. e sáb., das 8h às 23h. Dom., das 08h às 20h.
Caffè Anarcord
A premiada bartender Mia Rossi é responsável pela direção criativa deste balcão —e de todas as cartas do grupo Bernacca. O drinque autoral herdeiros do café (R$ 70) leva uísque Macallan Harmony Arábica, óleo de castanha-do-pará, expresso e licor Montenegro. Também há dois autorias com jerez, o sbornia all pomodoro (R$ 68) e o prosciutto (R$ 75). São opções de acompanhamento, a coxinha de pastrami (R$ 45) e o rosetta al pepe verde (R$ 75), este servido a partir das 12h
R. Padre João Manuel, 826, Cerqueira César, região oeste. @caffeanarcord. Seg., das 19h às 23h30. Ter. a sáb., das 10h às 23h30. Dom., das 10h às 22h.
Casa Hario Cafeteria & Brunch
O local é cafeteria, restaurante, bar e vitrine de novos produtos da marca no país. Administrado por Katia Nassuno e Mariana Nassuno, a ideia é transmitir a visão do Japão moderno e sintonizado. O balcão no centro do salão conecta clientes, baristas e bartenders. Destacam-se os coquetéis kimono (R$ 39) e treva (R$ 45), este leva gim em infusão com carvão vegetal, espumante brut, licor deyuzu, xarope de pistache e mix cítrico
R. Manuel Guedes, 426, Itaim Bibi, região oeste. @casahario. Seg. a qua, das 10h às 18h. Qui. e sex., das 10h às 22h. Sáb., das 9h às 22h. Domingo e feriado, das 9h às 19h.
EAP Café
Empreendimento da cervejaria Empório Alto dos Pinheiros. O whiskey affogato (R$ 35) leva bourbon, sorvete de baunilha e espresso. E o bear coffee, expresso, licor Amaretto, chocolate e creme de chantili, por R$ 33. Quanto ao café, a régua de degustação serve quatro métodos (Kalita, V60, Aeropress e Prensa Francesa) por R$ 30.
R. Vupabussu, 339, Pinheiros, região oeste. tel. (11) 93091-0335. @eapcafe. Seg. a sex. das 7h às 19h. Sáb., das 8h às 13h.
Folk Café
O local segue a rotina dos vizinhos: de manhã sai mais expresso e pão de queijo, no almoço é expresso e um docinho, à tarde um coado. Os donos André Travassos e Mariah Tose criaram uma carta de bebidas autorais com café recentemente. Para o flor da Sibéria (R$ 36), o café é infusionado em vodca e depois diluído numa infusão de hibisco. Também é sucesso a versão do expresso-tônica com xarope artesanal de toranja, o toranja express (R$ 24).
R. Desembargador do Vale, 1014 – Loja B, Pompeia, região oeste. @folk.cafes. Ter a sáb., das 9h às 17h.

Martíni express servido no Folk, na Pompeia
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Mafe Bueno/Divulgação/Folk
Ninho Café-Bar
Na casa, o cliente pode tomar um martíni às 8h e um expresso às 22h, diz um post na rede social do endereço. Entre as opções cafeinadas, estão o shanky’s espresso martini (R$ 48), vodca Verve, licor Shanky’s Whip e o expresso da casa. A ideia dos donos Sofia Lerner e Rafael Câmara é servir semanalmente um cardápio de almoço —as outras comidinhas, como focaccias, têm espaço fixo.
R. Harmonia, 1.028, Vila Madalena, região oeste. WhatsApp (11) 98984-5095. @ninho_cafebar. Seg., ter., quar., das 8h às 18h. Quin., sex., sáb., das 8h às 23h.
Nouzin
Cafeteria do restaurante Nou, serve drinques autorais da bartender Brenda Ramalho: o pink punch (R$ 32) e o earl grey sour (R$ 35). Oferecem os cafeinados expresso martíni (R$ 37) e carajillo (R$ 42). Entre os mais pedidos, o toast de salmão assado e defumado feito na casa, acompanha creme de avocado, ovo pochê e molho holandês (R$ 59). São criações da casa o café com amendoim (R$ 22), masala chai (R$ 23) e o café com caramelo salgado (R$ 24).
R. Padre Carvalho, 204, Pinheiros, região oeste, tel. (11) 3816-0210. @nouzincafe. Seg. à sex., das 8h às 15h. Sáb. e dom., das 8h às 19h.
Ronin Café
O cardápio guarda um segredo. Além dos coquetéis xeque-mate da casa e irish coffee, ambos por R$ 22, há uma terceira opção alcoólica —o cold cajuína (R$ 22), que também pode ser feito com cachaça. Pedro Nobrega e Vitor Ribas, sócios e chefs, indicam o queijo quente com caramelo de alho e o mortadela sando com picles da casa (R$ 16 meia porção e R$ 30 inteira). O drinque cafeinado montblanc (R$ 25) acompanha bem os pratos.
R. Dr. Albuquerque Lins, 253, Barra Funda, região oeste. @ronincafesp. Seg., das 12h às 18h. Ter. a dom., das 10h às 18h.

Cold cajuina do Ronin Café leva cajuina, cold brew, limão, mel, cachaça e conserva de caju. – Nathan Carrara
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Nathan Carrara/Fita Creative
Takkø Café
Recomenda-se pedir os clássicos: o café coado na V60 ou no batch (R$ 19 e R$ 25 depende do tamanho) e o matcha latte (R$ 20). Para comer, a torrada de salada de ovos (R$ 34) e o pão de banana na chapa com doce de leite (R$ 25). Em cada final de semana, a casa serve um bolo recheado diferente. Apesar de não ter drinques alcoólicos, há uma seleção de vinhos
R. Major Sertório, 553, Vila Buarque, região oeste. @takkocafesp. Ter. a sex., das 8h às 17h. Sáb., dom. e feriados, das 9h—18h.
Autor: Folha








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