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Caminhada encerra e inicia “esquenta” para ato em 1º de março

A etapa paranaense do movimento Acorda Brasil terminou na última quinta-feira (19), quando a caminhada em defesa da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou à divisa com São Paulo para a entrega simbólica de bandeiras.

Após percorrer cerca de 180 quilômetros pelo Paraná, o grupo entregou a mobilização aos organizadores paulistas, que decidiram mudar a estratégia. Em vez de repetir a caminhada pelas rodovias, a nova fase prevê um “esquenta São Paulo” com concentração fixa em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na Avenida Paulista, com atos diários até a manifestação marcada para 1º de março.

A etapa paranaense foi conduzida pelo deputado estadual Delegado Tito Barichello (União Brasil-PR), pela jornalista e pré-candidata ao Senado Cristina Graeml (União Brasil-PR) e pela vereadora de Curitiba Delegada Tathiana Guzella (União Brasil-PR).

Na divisa com São Paulo, as bandeiras do Brasil e dos três estados do Sul — assinadas pelas lideranças que conduziram a Caminhada pela Liberdade na região — foram entregues ao escritor e palestrante paulista Pedro Poncio, conhecido nas redes sociais como “ex-sem terra”. Ele ficará responsável por repassá-las ao deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos-SP), que deverá entregá-las ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante o ato marcado para 1º de março, na Avenida Paulista.

Deputado estadual Tito Barichello (União Brasil-PR) coordenou a caminhada pelo Paraná.
Deputado estadual Tito Barichello (União Brasil-PR) coordenou a caminhada pelo Paraná. (Foto: Eliezer Junior/Ascom Deputado Tito Barichello)

Caminhada pela anistia percorreu 180 km no Paraná

O percurso no Paraná começou no litoral, em Balneário Coroados, passando por Guaratuba, Matinhos, Pontal do Paraná, Paranaguá e Morretes. Por questões de segurança, a subida da Serra do Mar foi feita com apoio logístico de motociclistas pela Estrada da Graciosa. Depois, o grupo seguiu pela BR-116 até a divisa com São Paulo.

De acordo com o deputado estadual Delegado Tito Barichello, a caminhada durou seis dias, com média de oito horas diárias sob temperaturas que chegaram a 35 °C. “Foi uma caminhada difícil, mas com muita adesão popular. Caminhoneiros buzinavam, pessoas caminhavam alguns quilômetros conosco e levavam água e alimentos”, relatou à Gazeta do Povo.

O deputado disse que o foco foi “plantar uma semente de mobilização e conscientização” em defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, além de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com Cristina Graeml, o objetivo da caminhada foi alcançado, já que o Sul do país demonstrou que não vai mais permanecer calado diante dos abusos de autoridade do STF e das prisões políticas. “Não tem preço a alegria de ver tanta gente abrindo mão do feriado para participar espontaneamente da caminhada, engrossar o coro por liberdade para os inocentes acusados de um crime inexistente e ser parte da mudança que queremos ver no Brasil”, acrescentou.

Movimento foi inspirado na “Caminhada da Liberadade” e incorporou pautas da direita

O movimento Acorda Brasil no Sul foi inspirado na “Caminhada da Liberdade”, idealizada por Nikolas Ferreira, que percorreu mais de 250 quilômetros entre Minas Gerais e Brasília.

No Rio Grande do Sul, a mobilização começou com o deputado estadual Capitão Martim (Republicanos-RS), em trajeto entre Porto Alegre e a divisa com Santa Catarina. Em território catarinense, a coordenação ficou a cargo de Sargento Lima (PL-SC), entre Joinville e Itapoá.

Além da defesa da anistia e da revogação do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, o movimento passou a incorporar pautas ligadas às eleições de 2026, com ênfase na renovação do Senado e na formação de maioria conservadora. Entre as reivindicações estão ainda propostas relacionadas à segurança pública, liberdade econômica e redução da carga tributária.

Caminhada Acorda Brasil Paraná percorreu cerca de 180 quilômetros.Caminhada Acorda Brasil Paraná percorreu cerca de 180 quilômetros. (Foto: Eliezer Junior/Ascom Deputado Tito Barichello)

“Esquenta São Paulo” prepara para ato em 1º de março

Diferentemente do que ocorreu nos três estados do Sul, São Paulo não terá caminhada pelas rodovias. De acordo com Pedro Poncio, a decisão foi tomada por questões de segurança e estratégia.

“Entendemos que o propósito da caminhada, que era despertar a nação, foi cumprido. Agora começamos um ‘esquenta São Paulo’, concentrando energia na preparação para o ato do dia 1º de março”, afirmou à Gazeta do Povo.

Desde a sexta-feira (20), o grupo mantém mobilização diária em frente ao Masp, das 10h às 20h, com distribuição de panfletos e adesivos, buzinaços e vigílias de oração à noite.

O ato principal está marcado para 1º de março, às 14h, na Avenida Paulista. A organização afirma que as bandeiras que percorreram os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná será entregue simbolicamente a Nikolas Ferreira no palco do evento.

A mobilização, que é nacional, será contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Autor: Gazeta do Povo

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