
Informações sobre uma reunião secreta do Supremo Tribunal Federal (STF), que resultou na saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, foram divulgadas na imprensa. O site Poder 360 reproduziu declarações que teriam sido feitas por magistrados durante o encontro. Segundo a Folha de S.Paulo, os ministros suspeitam que Toffoli possa ter gravado a reunião devido à precisão das citações feitas.
Conforme reportado pelo Poder 360, a reunião teve um caráter “político” e visou a “autopreservação” dos ministros. O resultado de uma votação interna em favor de manter Toffoli na relatoria teria sido de 8 votos a 2, mas ele aceitou deixar o cargo em troca do apoio unânime dos colegas. Esse arranjo teria sido sugerido por Flavio Dino.
Toffoli afirmou após o encontro que a decisão foi “unânime” e que o clima foi “excelente”. No entanto, as conversas também levantaram inúmeras críticas acerca da atuação da Polícia Federal.
Impasse evitado com acordo de Dino
O site Poder 360 informou que, em uma reunião preliminar realizada na tarde de quinta-feira (12) com poucos ministros, Moraes e Gilmar Mendes manifestaram intenção de votar a favor da manutenção de Toffoli. Em contrapartida, Carmen Lúcia e Edson Fachin se mostraram contrários. Diante do impasse, o assunto seria resolvido em uma votação no plenário na sexta-feira.
As declarações que levantaram suspeitas de gravações incluíram a fala de Gilmar Mendes, que teria afirmado: “Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a Polícia Federal quis revidar”.
Taxistas contra o Supremo
Carmen Lúcia, por sua vez, comentou que todos os taxistas com quem dialoga “falam mal do Supremo” e que a população parece contrária à instituição. A ministra, apesar de confiar em Toffoli, destacou a necessidade de considerar a “institucionalidade”.
O Poder 360 ainda trouxe que Luiz Fux afirmou: “O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo”. Dino, por sua vez, teria classificado as 200 páginas de provas da Polícia Federal como “lixo jurídico”.
Vários outros ministros também se manifestaram em apoio a Toffoli, que acabou se tornando o tom predominante na reunião. Diante de falas unânimes a favor do ministro, levantou-se a hipótese de que ele poderia ter gravado a reunião, o que foi considerado uma “quebra de confiança” pelos colegas, situação que Toffoli negou, afirmando ser “discreto”.
Finalmente, os ministros decidiram que, para assegurar o que chamaram de “institucionalidade”, a retirada de Toffoli da relatoria do caso Master e a transferência da mesma para sorteio seria a melhor solução, resultando na nomeação de André Mendonça como novo relator.








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