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Chefe de cartel do México é morto, afirmam autoridades – 22/02/2026 – Mundo

O governo mexicano afirmou ter matado o chefe de cartel mais procurado do país neste domingo (22), uma grande vitória em sua nova ofensiva contra os grupos criminosos e uma ação que pode ajudar a reduzir a pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vinha ameaçando realizar ataques no México.

Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, era o líder de longa data de um dos cartéis mais poderosos do México, o Jalisco Nova Geração. Oseguera era considerado um dos criminosos mais violentos do país.

Ele comandava uma organização criminosa que se expandiu rapidamente na última década, produzindo e vendendo drogas e extorquindo empresas locais. Também construiu uma reputação por ataques ousados contra forças de segurança e por aterrorizar comunidades em todo o país.

As forças de segurança mexicanas mataram Oseguera em Tapalapa, uma cidade de cerca de 20 mil habitantes, no estado costeiro ocidental de Jalisco, onde seu cartel foi fundado e está sediado, de acordo com um funcionário do governo mexicano, que falou sob condição de anonimato para descrever detalhes da operação. Autoridades mexicanas não divulgaram outros detalhes da operação, mas planejavam informar mais ainda neste domingo.

A morte de Oseguera desencadeou uma rápida onda de violência em todo o México. Em pelo menos cinco estados, incluindo Jalisco, moradores e autoridades locais relataram veículos em chamas bloqueando ruas, uma tática comum dos cartéis de drogas para intimidar a população.

O estado de Jalisco informou que suspendeu o transporte público em algumas áreas e alertou hotéis para instruírem seus hóspedes a permanecerem dentro dos estabelecimentos. Parte da violência ocorreu em Guadalajara, capital de Jalisco, que é uma das cidades-sede da Copa do Mundo da Fifa deste ano —o torneio também é sediado pelos EUA e pelo Canadá.

O CJNG (Cartel Jalisco Nova Geração) tornou-se uma das organizações de tráfico dominantes do México sob o comando de Oseguera, enfrentando rivais em vários estados enquanto transportava drogas sintéticas, incluindo cocaína, metanfetamina e, nos últimos anos, fentanil para os EUA.

Sua morte é um golpe significativo para o grupo criminoso e pode desencadear tanto disputas internas de poder quanto violência renovada, à medida que facções competem pelo controle.

Também é provável que a ação melhore as relações da Cidade do México com Washington. Trump vinha pressionando o país vizinho a combater os cartéis com mais força e ameaçando ataques militares contra os grupos caso não ficasse satisfeito com os resultados.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, rejeitou firme e repetidamente essa proposta, afirmando que quaisquer ataques americanos violariam a soberania do seu país. Ao mesmo tempo, seu governo ampliou a cooperação com agências de segurança dos EUA, inclusive em inteligência.

Colaborou Miriam Castillo

Autor: Folha

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