Um dos artistas mais em alta no mercado no momento, Chico da Silva enfim terá toda a sua obra catalogada em livro. O raisonné do artista, volume que lista toda a sua produção para fins de reconhecer a autenticidade de cada peça, entra em produção neste ano, pouco antes de uma mostra individual do pintor na Europa, na Nottingham Contemporary, no Reino Unido.
Pintor autodidata nascido no Acre e radicado em Fortaleza, onde morreu há pouco mais de quatro décadas, Silva é conhecido pelo traço delicado em composições de apelo surrealista, de peixes, pássaros, dragões, águas-vivas e outros seres lisérgicos. São verdadeiras explosões de cor, que têm seduzido agora mais do que nunca também os colecionadores mais exigentes.
Obras do artista, que já participou da Bienal de São Paulo e da Bienal de Veneza, na Itália, duas das maiores mostras de arte contemporânea do mundo, já integram acervos de peso pelo planeta, entre eles os do Museo del Barrio, em Nova York, a Tate Modern, em Londres, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.
O catálogo raisonné, que será organizado pela Kura, plataforma de consultoria de arte liderada por Camila Yunes Guarita, agora busca organizar sua produção e evitar fraudes e falsificações. Um comitê de especialistas vai avaliar obras apresentadas como peças do artista para verificar a autenticidade. Os valores de seus trabalhos hoje vão de US$ 10 mil a US$ 2 milhões, seu recorde em leilão, ou de R$ 52,5 mil a R$ 10,5 milhões. É estimado que Silva tenha feito cerca de 3.000 obras.
Toda essa temperatura do mercado de Chico da Silva já pôs galerias em pé de guerra por sua representação, e os herdeiros, como de costume, andam se estranhando. Hoje, a galeria paulistana Galatea e David Kordansky, em Los Angeles, têm o artista como representado oficial, mas outras casas disputam seu passe, entre elas a MaPa e a Gomide&Co, também de São Paulo.
RETRATO DO ARTISTA QUANDO JOVEM Em mais uma parceria com outra instituição enquanto sua sede debaixo da marquise do parque Ibirapuera não fica pronta depois do restauro, o Museu de Arte Moderna de São Paulo se junta à Fundação Armando Álvares Penteado, a Faap, para mostrar no fim do mês trabalhos de 80 artistas de seu acervo no Museu de Arte Brasileira da instituição.
O assunto é a formação desses artistas, na condição de estudantes e depois professores de artes visuais e residentes em instituições de peso, no fundo uma reflexão sobre como se dá o preparo técnico, prático e intelectual de um artista.
Entre os nomes na exposição estão alguns dos artistas centrais do cenário atual, como Ana Maria Tavares, André Komatsu, Carmela Gross, Hudinilson Júnior, Jac Leirner, Leonilson, Leda Catunda, Lucia Koch, Marcius Galan, Vik Muniz e outros.
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Autor: Folha




















