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Cidade no interior de SP abriga mais de 360 cavernas e vira paraíso do ecoturismo

No extremo sul do estado de São Paulo, no Vale do Ribeira, a 320 km da capital paulista, está uma pequena cidade que carrega o título de capital das cavernas Brasil. Estamos falando de Iporanga, município com pouco mais de quatro mil habitantes, que é cercado por Mata Atlântica preservada, rios de águas claras e formações rochosas milenares.

O apelido não é exagero. A região abriga mais de 360 cavernas mapeadas, o maior conjunto do país. Muitas delas estão abertas à visitação, o que transformou o local em referência nacional em espeleoturismo e paraíso de geólogos do mundo inteiro.

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Capital das Cavernas: o que torna a região de Iporanga tão especial?

O Vale do Ribeira possui grandes áreas de rochas calcárias. Ao longo de milhões de anos, a ação da água sobre esse calcário formou cavernas naturais com salões amplos, estalactites, estalagmites, colunas e rios subterrâneos.

Esse processo é conhecido como relevo cárstico e é ele que explica por que a concentração de cavernas na região é tão alta.

Caverna em Iporanga, Capital das Cavernas no Brasil.
Caverna Morro Preto – Iporanga. (Foto: Wikimedia Commons )

Além do valor geológico, as cavernas também guardam importância histórica e ambiental. Isso porque, muitas apresentam vestígios arqueológicos e ecossistemas próprios, com espécies adaptadas à vida no ambiente subterrâneo.

Quais são as cavernas mais conhecidas de Iporanga?

As cavernas de Iporanga são verdadeiros museus naturais. Entre as mais visitadas, destacam-se:

  • Caverna de Santana: a mais famosa, com passarelas que facilitam o acesso. Seus salões repletos de estalactites e estalagmites parecem catedrais barrocas;
  • Caverna da Água Suja: ideal para quem busca uma aventura subterrânea. O visitante caminha por dentro do rio que corta a caverna até chegar a uma queda d’água interna;
  • Caverna do Morro Preto: impressiona pela sua boca monumental e pelo registro de vestígios arqueológicos de povos antigos.

Ecoturismo e sustentabilidade na capital das cavernas

Para quem acredita que Iporanga se resume ao subsolo, a surpresa é grata. A região é um expoente de natureza e ecoturismo em São Paulo.

Além das cavernas, é possível desfrutar de banhos de cachoeira, observação de aves raras e o tradicional “boia-cross” no Rio Betari, um destino ideal para quem deseja desconectar da rotina urbana.

Caverna em Iporanga.Caverna Aranhas – Iporanga. (Foto: Wikimedia Commons )

Pousadas familiares, restaurantes simples, guias locais e pequenos comércios vivem, em grande parte, do fluxo de visitantes. Ao mesmo tempo, a presença do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) e de outras áreas protegidas impõe limites claros ao uso do território.

O número de visitantes por caverna é controlado, e há regras rígidas para minimizar impactos, um equilíbrio que mantém a região atrativa e protegida.

O que é o PETAR e qual a sua relação com as cavernas?

O grande protagonista do turismo de cavernas em São Paulo é, sem dúvida, o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). Criado em 1958, o parque protege boa parte dessa riqueza e é o principal responsável por organizar o espeleoturismo no Brasil.

Caverna em Iporanga, SP.Caverna em Iporanga, SP. (Foto: Wikimedia Commons )

O PETAR é dividido em núcleos, sendo os mais famosos o de Santana, Ouro Grosso e Caboclos. Cada um oferece uma experiência diferente, desde trilhas leves até incursões que exigem maior preparo físico, sempre com o foco na contemplação da geologia brasileira.

Dicas práticas para sua visita nas cavernas

Em um país de dimensões continentais, o que não falta são destinos de praia e montanha. Mas poucos lugares oferecem uma experiência subterrânea tão completa quanto Iporanga.

Para aproveitar a capital das cavernas no Brasil com segurança e conforto, atente-se a estes pontos:

  • Guia obrigatório: por questões de segurança e preservação, a entrada no PETAR só é permitida com guias credenciados;
  • Vestimenta: use calças compridas e tênis com boa aderência. O capacete com lanterna costuma ser fornecido pelos guias ou pousadas;
  • Melhor época: entre maio e agosto o clima é mais seco, o que facilita o acesso às cavernas com rios, já que o nível da água fica mais baixo;
  • Hospedagem: o bairro da Serra, em Iporanga, concentra as melhores pousadas e serviços para o turista, mantendo um clima rústico e acolhedor.

Autor: Gazeta do Povo

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