
A Coamo Agroindustrial Cooperativa assumiu quatro unidades de armazenamento no norte do Paraná em janeiro de 2026. O investimento de R$ 136 milhões em Cambé, Sabáudia, Assaí e Bela Vista do Paraíso reforça a estrutura de atendimento e a capacidade logística da gigante do agronegócio no Sul.
Quais ativos foram adquiridos pela cooperativa?
A operação envolveu a compra de quatro unidades de estocagem de grãos e instalações agrícolas que pertenciam ao Fundo Pátria. Essas estruturas estavam sendo usadas pela empresa Belagrícola. Com esse movimento, a Coamo adiciona cerca de 220 mil toneladas de capacidade à sua rede, garantindo mais espaço para guardar a produção dos agricultores locais.
Como será feito o pagamento desse investimento?
A cooperativa utilizou recursos do próprio caixa para fechar o negócio. Uma entrada de R$ 31,2 milhões foi paga no momento da assinatura do contrato, e o restante, que soma R$ 104,8 milhões, será quitado em quatro parcelas semestrais. Esses valores futuros passarão por correção baseada na taxa CDI, que é um indicador comum usado em empréstimos e investimentos entre bancos.
O que muda para o produtor rural da região norte?
As novas unidades funcionarão como entrepostos completos. Isso significa que, além de entregar a colheita, o agricultor terá acesso a assistência técnica e poderá comprar insumos como sementes e fertilizantes. Outro benefício é a presença da Credicoamo, o braço financeiro da cooperativa, que oferece opções de crédito e apoio bancário para financiar as atividades no campo.
Qual é o peso da Coamo no cenário internacional?
A força da cooperativa é reconhecida globalmente. Segundo o World Cooperative Monitor, ela ocupa a sétima posição entre as maiores cooperativas agropecuárias do mundo. No Brasil, ela também é destaque: encerrou 2025 com faturamento de R$ 28,7 bilhões e um patrimônio líquido superior a R$ 13,3 bilhões, consolidando-se como uma das líderes estratégicas do setor.
Quais são os próximos passos de expansão do grupo?
O plano de crescimento da Coamo é ambicioso e foca na diversificação. Além das novas unidades no Paraná, o grupo investiu recentemente em indústrias de etanol de milho e biodiesel. Há também um projeto em andamento para a construção de um porto próprio em Itapoá, Santa Catarina, com previsão para o início das obras em 2027, o que facilitará o envio da produção para o exterior.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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