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Como ocorreu o estupro coletivo no RJ, segundo denúncia – 04/03/2026 – Cotidiano

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um caso de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, na zona sul da capital fluminense.

Na ocasião, quatro homens e um adolescente de 17 anos, ex-namorado da vítima, teriam cometido o crime durante cerca de 1 hora.

De acordo com o relato da vítima e com as imagens das câmeras de segurança do prédio, é possível criar uma linha do tempo com o passo a passo do crime.

  1. Por WhatsApp, o ex-namorado pergunta se a vítima estava em Copacabana e a chama para encontrá-lo
  2. Às 19h24, Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18, Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19, e João Gabriel Xavier Bertho, 19, chegam ao apartamento em Copacabana onde o crime seria cometido
  3. Um minuto depois, a vítima e o ex-namorado chegam. No elevador, o menor diz que amigos estavam no local e que gostaria de fazer algo diferente, e ela diz ter recusado a ideia
  4. No quarto, segundo a vítima, ela e o ex-namorado iniciaram uma relação consensual
  5. Os outros rapazes entram no quarto e tiram a roupa, momento em que o ex-namorado pede que ela permita que eles continuem no local, o que ela teria consentido
  6. No entanto, os rapazes passaram a tocá-la e a beijá-la à força. Em seguida, a obrigaram a fazer sexo oral neles
  7. A vítima afirma que tentou sair do quarto, mas foi impedida e forçada a praticar sexo com todos. Ela também relata que, ao resistir, recebeu socos e tapas, e que o ex-namorado a chutou no abdômen
  8. Às 20h25, o ex sai do apartamento com a vítima e depois retorna sozinho. Segundo a vítima, ao sair, um dos jovens pediu a ela que levasse uma amiga da próxima vez
  9. Ao sair, a adolescente disse que um dos jovens pediu a ela que levasse uma amiga da próxima vez
  10. Às 20h42, os cinco jovens deixam o apartamento
  11. Ao voltar para casa, a adolescente conta o ocorrido à família e é levada à delegacia, cerca de uma hora depois
  12. Policiais vão ao apartamento, mas ele estava vazio, porque os rapazes já haviam saído
  13. A vítima é levada para fazer exame de corpo de delito, que confirmou a existência de vestígios de conjunção carnal recente, atos libidinosos e violência. Segundo o delegado titular da 12ª DP, Ângelo Lages, foram encontradas lesões nas regiões genital, glútea e dorsal, inclusive uma suspeita de fratura em uma costela.
  14. Os quatro acusados foram indiciados por estupro coletivo qualificado —porque a vítima é menor de idade— e cárcere privado

Segundo o delegado responsável, a investigação foi finalizada no dia 6 de fevereiro, quando a Polícia Civil pediu a prisão dos suspeitos e mandados de busca e apreensão ao plantão judiciário. O juiz plantonista, porém, entendeu que não se tratava de um caso urgente e encaminhou o caso para a Vara de Violência Doméstica.

Essa vara, por sua vez, encaminhou o caso para a Vara Especializada em Crimes contra Crianças e Adolescentes. Após análise, a vara especializada deu prosseguimento ao processo e decretou as prisões no dia 27 de fevereiro.

Com os mandados em mãos, a polícia fez diligências para realizar as prisões, mas não localizou os réus.

Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho foram presos nesta terça (3). Matheus se entregou na 12ª DP, e João Gabriel, na 10ª DP (Botafogo).

Lages afirmou que os outros dois réus devem se entregar até esta quarta-feira (4). O delegado diz negociar a prisão com um advogado que representa Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, que é filho de José Carlos Costa Simonin, até esta terça subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa da gestão Cláudio Castro (PL).

Devido ao caso, José Carlos Costa Simonin foi exonerado nesta terça pelo governador. Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos informou que a exoneração ocorreu “no âmbito administrativo, visando resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados”.

A Polícia Civil investiga ainda dois outros casos de suspeitas de estupro que teriam sido cometidos por parte do grupo. Um deles, que teria ocorrido em 2023, foi relatado em delegacia na noite de segunda (2) pela mãe da suposta vítima. Segundo Lages, a filha teria relatado o caso à mãe após a repercussão.

Nesta terça, outra mãe esteve na 12ª DP para relatar um suposto caso. Esses dois serão investigados à parte, uma vez que já houve o indiciamento dos réus.

Autor: Folha

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