A Pasta Rosa foi achada em 1995, no gabinete do banqueiro e ex-ministro Ângelo Calmon de Sá.
Com oito centímetros de espessura, ela continha a escrituração do ervanário despejado pela federação dos bancos e pelo Banco Econômico nas últimas eleições.
Era o sonho do investigador, a clientela da banca ia de Roberto Campos a Antônio Carlos Magalhães. Cerca de 50 políticos passavam pela pagadoria do Banco Econômico.
Onde a investigação do Banco Master tem suspeitas e indícios de uma rede de proteção, no caso da Pasta Rosa eram certezas documentadas.
Nos seus dias de fama, a Pasta Rosa parecia instruir uma faxina nas relações dos políticos com a banca. Ilusão democrática. Aos poucos, a Pasta Rosa foi sumindo do noticiário, até virar história.
A taça foi para os advogados do banqueiro que ralavam, procurando brechas em sentenças ou erros em reportagens. Ao final eles foram os vitoriosos.
As investigações em torno da Pasta Rosa deram em nada. As investigações em torno dos poderes e das conexões de Daniel Vorcaro podem aprender a lição.
Mesmo antes de ser detonado, Vorcaro gastava centenas de milhões de reais com advogados.
Parece que foi ontem
Para quem acha que o aquecimento global é uma moda recente: Em 2026 completam-se 130 anos do dia em que o cientista sueco Svante Arrhenius avisou que a queima de combustíveis fósseis jogava dióxido de carbono na atmosfera, provocando um aquecimento global.
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