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Correr envelhece? Melhora depressão? Veja mitos e verdades – 26/03/2026 – Equilíbrio

Cerca de 14 milhões de pessoas correm no Brasil, segundo a Confederação Brasileira de Atletismo. Não é exagero afirmar que alguns desses milhões já ouviram –normalmente de alguém que não faz nenhum exercício– que correr envelhece.

“Muitos acham que um rosto mais magro, comum entre corredores, é um rosto mais velho, mas isso é mentira”, afirma a dermatologista Mônica Carvalho, especialista pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

O que acontece, de acordo com ela, é que corredores costumam emagrecer mais (pois perdem calorias durante a atividade), inclusive em áreas da face preenchidas por gordura. Quando ela desaparece, fica esse rosto mais magro. “A causa natural do envelhecimento da pele é a perda de colágeno, e correr não influencia em nada esse processo”, diz Mônica.

A seguir, veja este e outros mitos –e também verdades– sobre o universo da corrida.

Correr envelhece

Mentira

Como afirmado acima, isso é mito. A dermatologista Mônica Carvalho explica que nós temos coxins de gordura no rosto, que são como umas “almofadinhas” sob a pele, e pessoas que correm costumam perder peso, inclusive nessas áreas. “O rosto fica mais magro, mas não tem a ver com envelhecimento, que seria a perda de colágeno.”

O que tem a ver, mas pode ser evitado, é a exposição prolongada ao sol, já que o esporte muitas vezes é praticado ao ar livre. Contra o aparecimento de manchas, o surgimento de rugas e outras questões ligadas ao envelhecimento, é preciso usar protetor solar. “Além de passar uma boa camada do produto, é bom usar boné ou viseira”, afirma Mônica.

Outra dica da dermatologista é lavar o rosto logo depois de correr, pois a poluição libera radical livre na pele, degradando o colágeno.

Correr faz o bumbum cair

Mentira

“Assim como acontece com o rosto, o corredor emagrece e parece que a pele nessa região fica mais mole, mas não é isso”, diz Mônica. “O que gera flacidez é a perda de colágeno, e a corrida não agiliza esse processo.”

Na verdade, a corrida evita que o bumbum caia, pois fortalece os músculos —ainda mais se aliada à prática de musculação.

“Uma mulher que começa a correr aos 20 anos não estará com o bumbum caído quando chegar aos 23 porque praticou o esporte. Agora, uma mulher de 60 estará, mas por conta da perda de colágeno normal para a idade, não porque correu por 40 anos.”

Correr é sinônimo de dor

Mentira

É normal sentir dor, mas não é para ser algo frequente nem perene. A “dor de treino” tem até nome: dor muscular de início tardio, ou Doms (Delayed Onset Muscle Soreness, em inglês).

Se um corredor fica um tempo sem treinar, pode ser que ele sinta, por exemplo, fisgadas nos músculos ao retornar. Isso é normal, mas deve ser passageiro. “Essa dor deve melhorar aos poucos e durar, no máximo, 48 horas”, diz Karina Hatano, médica do esporte do Einstein Hospital Israelita e sócia do centro clínico Hatano.

Quando ela permanece por mais tempo, e limita os movimentos, pode ser algo mais grave, não mais uma dor. E aí é hora de procurar ajuda médica.

Correr reduz sintomas de depressão

Verdade

Um estudo feito com mais de 58 mil brasileiros concluiu que, mesmo em períodos curtos, a atividade físicas melhora sintomas depressivos.

Como a Folha publicou no ano passado, a pesquisa, realizada com adultos atendidos no Centro de Medicina Preventiva do Einstein Hospital Israelita ao longo de 14 anos, mostrou que os pacientes com prevalência de quadros de depressão eram mais jovens e sedentários.

“A corrida, como outros esportes, libera dopamina e serotonina, que geram sensação de prazer”, afirma Duda Rea, psicóloga do esporte.

Entre os sintomas que podem levar a um quadro de depressão está o estresse, que também melhora com a corrida. A autônoma Eliana Silva de Assis, 43, sabe bem disso. Ela começou no esporte há cerca de dez anos e se tornou uma pessoa menos estressada desde então. “Eu termino o treino feliz, mais leve”, diz.

É preciso se hidratar

Verdade

“A hidratação é muito importante”, diz a médica Karina. De acordo com ela, muitos praticantes do esporte ficam tão concentrados nas passadas que se esquecem de tomar água, o que é um perigo.

A recomendação é: “Vai treinar? Hidrate-se antes de sair de casa, leve uma garrafinha d’água e beba mesmo se não sentir sede”.

A desidratação pode trazer cãibras e até a rabdomiólise, uma lesão muscular que pode ser causada por exercício físico extenuante combinado à falta de ingestão de água.

O melhor horário para correr é de manhã

Mito

“O melhor horário é o que você consegue ir”, diz o treinador Daniel. Para as pessoas que preferem fazer exercício logo cedo, o único cuidado é prestar atenção na temperatura, que às 8h é mais alta do que às 19h. E deve-se evitar sair às 12h ao ar livre em dias de sol.

O tênis impacta a prática

Verdade

“Ele atua como um modulador de carga, ajudando a absorver o impacto e protegendo o pé em relação ao contato com o solo”, afirma Henderson Palma, fisioterapeuta da clínica Pace, especializada em fisioterapia ortopédica e esportiva.

Como ele explica, o calçado é importante, e mais importante ainda para prevenir lesões –visto que a corrida é um esporte de alto impacto– é a musculação.

Corrida Folha 105 anos

Para celebrar os seus 105 anos, a Folha promoverá uma corrida de rua em São Paulo, no próximo domingo, dia 29 de março. A Corrida Folha 105 anos tem largada e chegada no Vale do Anhangabaú, no centro histórico da capital paulista. A abertura da arena será às 5h, e a largada às 6h30.

A prova foi pensada para todos os perfis, do iniciante ao corredor experiente, com três modalidades: caminhada de 3 km e corridas de 5 km e 10 km.

As inscrições já podem ser feitas neste link, com valores a partir de R$ 139,90 para o Kit Corredor (que inclui camiseta, sacochila, medalha, número de peito e três meses de assinatura digital do jornal) e R$ 249,90 para o Kit Premium (que também inclui garrafa térmica exclusiva e três meses de assinatura CasaFolha). Os valores não incluem a taxa de bilheteria.

Assinantes da Folha têm 20% de desconto nas inscrições, que vão até 27 de março e podem ser parceladas em até três vezes.

Autor: Folha

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