
Cubanos contrários ao regime do ditador Miguel Díaz-Canel incendiaram a sede do Partido Comunista de Cuba (PCC) no município de Morón, na província de Ciego de Ávila, na noite de sexta-feira (13). A investida se dá em meio à crise econômica e energética que afeta o país.
Registros divulgados nas redes sociais mostram pessoas lançando objetos em chamas contra o prédio do partido. Em outras gravações, manifestantes entram no edifício e retiram móveis, quadros e materiais de propaganda política.
Os vídeos foram divulgados pelo jornalista Guillermo Rodríguez Sánchez, que relatou também a ocorrência de disparos durante o protesto. “O momento exato em que, segundo as pessoas presentes, um policial disparou sua arma e atingiu um menino na coxa, que estava perto de uma fogueira no meio da rua, em frente ao PCC (Centro de Coordenação de Polícia) daquele município”, afirmou.
Relatos divulgados por veículos internacionais indicam que ao menos um jovem ficou ferido durante os confrontos.
Crise energética e escassez
A ilha caribenha enfrenta meses de dificuldades econômicas na ilha, com apagões frequentes e falta de combustíveis, incluindo petróleo e gás. A escassez afetou o fornecimento de energia em diversas regiões e provocou redução nas atividades econômicas e no transporte. Em algumas áreas, moradores passaram a utilizar carvão e lenha para preparar alimentos.
A crise se agravou após medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos sob liderança do presidente Trump. As autoridades norte-americanas determinaram apreensão de carregamentos de petróleo venezuelano destinados a Cuba, além de ameaçar países exportadores de combustível para a ilha com sanções comerciais. Navios-tanque com destino ao país também foram interceptados durante o período.
Libertação de presos políticos
Na quinta-feira (12), o regime cubano anunciou que libertará 51 presos políticos nos próximos dias. O anúncio foi feito pelo ditador Miguel Díaz-Canel em pronunciamento transmitido pela televisão estatal às 7h30 no horário local.
As autoridades afirmaram que a medida foi apresentada como gesto ao Vaticano, que atua como interlocutor em conversas entre Havana e Washington.
O regime cubano não divulgou os nomes dos detentos que serão libertados nem os crimes pelos quais foram condenados, apenas informou que os presos se aproximavam do fim das penas.
Interlocução internacional
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, declarou que a Igreja Católica têm feito contato com autoridades cubanas para estimular tratativas diplomáticas.
Segundo ele, a Santa Sé acionou o chanceler cubano e “deu os passos necessários para promover uma solução dialogada” para os problemas do país.
Autoridades norte-americanas mantêm interlocução indireta com o alto escalão do regime. O jornal The New York Times relatou que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, discutiu possibilidades de entendimento com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ditador aposentado Raúl Castro, de 94 anos, que continua exercendo influência política em Cuba.








.gif)












