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Curitiba lidera contratação de trabalhadores migrantes

Curitiba encerrou 2025 como a capital brasileira que mais contratou trabalhadores migrantes no mercado formal. Com um saldo de 7.267 vagas, a cidade superou grandes centros como São Paulo, impulsionada por um mercado de trabalho robusto e um custo de vida mais atrativo.

Quais foram os números registrados em Curitiba e no Paraná?

Curitiba liderou o ranking nacional com um saldo positivo de 7.267 empregos formais para migrantes em 2025, ficando à frente de São Paulo, que registrou 6.224, e Florianópolis, com 2.440. No cenário estadual, o Paraná também ocupou o topo da lista no Brasil, somando um saldo de 21.023 postos de trabalho ocupados por esse público.

Por que a capital paranaense atrai tantos trabalhadores estrangeiros?

A cidade combina fatores econômicos decisivos, como um mercado de trabalho formal consolidado, especialmente na indústria e no setor de serviços. Além disso, a oferta de serviços públicos e o custo de vida, que é relativamente menor em comparação aos de outras grandes metrópoles, tornam Curitiba um destino estratégico para quem busca reconstruir a vida financeira e social.

Em quais setores da economia esses profissionais mais atuam?

A maioria das contratações ocorre em atividades operacionais. No Paraná, os destaques são a indústria de transformação, o comércio, a reparação de veículos e o setor de alojamento e alimentação. As funções mais exercidas incluem alimentador de linha de produção, atendente de loja, operador de caixa, auxiliar de alimentação e faxineiro.

Os migrantes disputam vagas diretamente com os brasileiros?

Especialistas indicam que não há uma disputa direta. A mão de obra estrangeira tem atuado de forma complementar, preenchendo postos em setores que enfrentam dificuldades de recrutamento ou alta rotatividade, muitas vezes aceitos pelos migrantes pela necessidade de renda imediata. O ingresso dessas pessoas no mercado formal ainda beneficia os municípios via pagamento de impostos.

O que ajuda na adaptação de quem chega de outros países?

Além do emprego, a inserção depende de redes de apoio. Em Curitiba, projetos como o Move, da UFPR, oferecem acolhimento psicossocial e clínico, além de orientações sobre documentação e revalidação de diplomas. Esse suporte é fundamental para superar barreiras linguísticas e culturais e evitar que profissionais qualificados fiquem presos a subempregos.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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  • Curitiba supera São Paulo como capital que mais contrata migrantes

Autor: Gazeta do Povo

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