terça-feira, janeiro 13, 2026

Defensoria do DF investiga condições de Bolsonaro na PF

A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) instaurou nesta terça-feira (13) um procedimento para investigar as condições de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Os pedidos de apuração foram apresentados pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO).

“Protocolei ontem, segunda-feira, 12/01, um pedido para que a Defensoria Pública investigasse as condições de saúde do presidente Bolsonaro na PF. Hoje, terça-feira, tivemos a informação de que o pedido foi acatado e a investigação foi aberta”, disse Gayer no X.

Izalci acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de conduzir uma “vingança” contra Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela suposta tentativa de golpe de Estado.

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  • Moraes põe em xeque ética médica ao anular apuração de atendimento a Bolsonaro

“O que estão fazendo com o presidente Bolsonaro é desumano. Isso tudo por vingança do ministro Alexandre de Moraes. A prisão domiciliar é fundamental para cuidar da saúde dele”, disse o senador em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Na semana passada, o ex-presidente sofreu uma queda na cela durante a noite. Ele foi atendido pela equipe médica de plantão pela manhã. A defesa solicitou a transferência de Bolsonaro para o hospital, mas Moraes só a autorizou no dia seguinte.

O cardiologista Brasil Caiado, que acompanha Bolsonaro, afirmou que os exames apontaram uma lesão que caracterizava traumatismo craniano leve. Não foram detectadas lesões intracranianas.

No último fim de semana, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que Bolsonaro vem apresentando tonturas e instabilidade ao se levantar após a queda.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) chegou a determinar a instauração de uma sindicância para avaliar o atendimento médico prestado pela PF. No entanto, Moraes anulou a medida e determinou que o presidente da entidade, José Hiran da Silva Gallo, seja ouvido pela corporação para explicar a “conduta ilegal do CFM”.

A Gazeta do Povo procurou a DPDF, mas, até a publicação deste conteúdo não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

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