domingo, janeiro 11, 2026

‘Deixa Pra Lá’: como parar de controlar outros – 11/01/2026 – Equilíbrio

Você já se pegou estressado com a falta de comprometimento de um colega de trabalho, moldando o seu comportamento para agradar mais o seu parceiro ou até mesmo exausta por justificar suas escolhas de vida para a sua família? A autora Mel Robbins sugere: “Deixa Pra Lá”.

Esse é o nome de seu livro e teoria (traduzida do inglês “Let Them”), publicado no Brasil pela Editora BestSeller, do Grupo Editorial Record, que parte do conceito de recuperar o poder pessoal, focando o que se pode controlar —as próprias ações, pensamentos e sentimentos— em vez de tentar controlar o comportamento, opiniões ou emoções alheias.

O livro, lançado em dezembro de 2024 nos Estados Unidos e em maio de 2025 no Brasil, tornou-se um fenômeno, indo parar na lista de bestsellers do The New York Times e viralizando nas redes sociais. Os seguidores mais fiéis da teoria fizeram até tatuagens em homenagem ao mantra.

Robbins diz que para si mesma a teoria foi um divisor de águas e que é a “vilã” de seu próprio livro, descrevendo-se como uma ex-controladora nata que precisou errar muito para aprender essas verdades.

Foi durante a formatura de seu filho, quando tentava controlar cada detalhe enquanto ele estava completamente desprendido, que ouviu de sua filha: “O baile é deles mãe, não seu. Deixa pra lá”. Ela escreve que esse foi o momento em que ela compreendeu e sua visão de mundo mudou.

“Quanto mais você tenta controlar as pessoas, mais controle perde”, afirma. “Elas vão se comportar como elas se comportam, mas você pode escolher onde coloca sua energia e tempo, enquanto as força a lidar consigo mesmas”.

Ela diz que reconhecer a realidade como ela é não significa autorizar alguém a te tratar mal, mas sim se proteger de tentar mudar alguém ou algo ou de justificar um comportamento abusivo, preconceituoso, agressivo ou desrespeitoso de uma pessoa.

Principalmente porque a teoria é composta por duas partes. Para surtir efeito, segundo Robbins, o “deixa pra lá” deve vir acompanhado do “deixa comigo”. Depois de reconhecer a realidade, a segunda etapa consiste em focar no que você pode fazer com essa informação, assumindo o controle das suas reações.

Ou seja, ela explica que a teoria não vem para evitar responsabilidade ou reprimir sentimentos, mas sim se responsabilizar pelo que você pode fazer, e não se culpar ou se martirizar; nem justificar comportamentos desrespeitosos com a expectativa de que as coisas mudem.

O livro exemplifica uma aplicação bem-sucedida da teoria em várias esferas da vida, como para administrar o estresse, parar de temer a opinião alheia, lidar com a reação emocional de outras pessoas, com amizades, família e em relacionamentos.

Uma das situações é quando você está saindo com uma pessoa que parece mandar sinais confusos se quer ou não assumir um compromisso, enquanto você está pronto para isso.

Na teoria “deixa pra lá”, você deve encarar os fatos e parar de convencer a pessoa a desejar a mesma coisa que você. A parte “deixa comigo” é assumir a responsabilidade e decidir ir embora ou assumir que as expectativas não estão alinhadas. Se decidir ficar, é sabendo que o que deseja provavelmente não será correspondido.

Apesar de trazer a teoria para praticamente todos os contextos da vida, Robbins diz que a situação mais desafiadora de aplicá-la é quando queremos ajudar alguém que amamos, e essa pessoa não quer ser ajudada. Seja por estar enfrentando uma doença mental severa ou um vício, ou que se recusa a se cuidar e negligencia a sua saúde.

“Em algumas situações as pessoas não são capazes de assumir responsabilidades”, diz. “Temos que aprender a permitir que elas tenham a dignidade da própria experiência, enquanto você tenta entender como continuar presente e seguir oferecendo apoio.”

A solução que a autora encontrou é deixar de lado o julgamento e oferecer amor e apoio, pois as pessoas podem perceber o julgamento e vê-lo como uma barreira. Ela diz que a teoria “deixa pra lá” a ensinou que quanto mais você para de colocar suas expectativas sobre as pessoas e deixa elas serem quem são, mais rápido elas tendem a mudar.

“É pela aceitação que as pessoas encontram espaço e segurança e motivação para finalmente começar a caminhar em uma direção diferente”, pontua.

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