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Dinossauro: Tyrannosaurus rex crescia até os 40 anos – 19/01/2026 – Ciência

Um Tyrannosaurus rex levava em torno de 40 anos para atingir seu tamanho máximo, de cerca de 8 toneladas. A projeção, descrita em um estudo na última quarta (14) na revista científica PeerJ (Paleontology and Evolutionary Science), adiciona 15 anos em relação a estimativas anteriores para essa espécie de dinossauro.

Para chegar a essa conclusão, os autores do novo estudo examinaram a microestrutura do tecido ósseo nos ossos das pernas de 17 espécimes fossilizados. A análise revelou marcas de crescimento que antes eram desconhecidas e que agora só puderam ser observadas graças ao uso de luz polarizada.

“A trajetória de crescimento é mais gradual do que o esperado”, afirmou Holly Woodward, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Oklahoma (Estados Unidos), autora principal do novo estudo. “Em vez de o T. rex aumentar rapidamente para o tamanho adulto, ele passou grande parte de sua vida em tamanhos juvenis a subadultos.”

Os pesquisadores se concentraram nos anéis de crescimento anual, semelhantes aos presentes em troncos de árvores, nos ossos das pernas dos fósseis, entre os quais jovens e adultos.

“Também descobrimos que o espaçamento dos anéis de crescimento no T. rex era variável. Ele tinha um padrão de crescimento flexível. Em alguns anos, não crescia muito e, em outros, crescia bastante”, disse Woodward.

“Isso provavelmente dependia da disponibilidade de alimentos ou das condições ambientais. Em outras palavras, se as condições não eram ótimas, ele não gastava energia para crescer, mas, quando as condições eram boas, podia crescer mais”, explicou a pesquisadora.

“Essa flexibilidade permitiu que ele sobrevivesse em tempos difíceis enquanto crescia mais do que outros carnívoros, para que pudesse superar os outros na competição por recursos. No final das contas, o T. rex só competia com outros T. rex por comida.”

Pesquisas anteriores sugeriram que o T. rex tinha uma expectativa de vida de aproximadamente 30 anos. Mas o novo estudo, segundo o paleontólogo e coautor do estudo Jack Horner, da Universidade Chapman na Califórnia, sugere uma expectativa de vida mais próxima de 45 a 50 anos.

O novo trabalho envolveu mais espécimes de T. rex, muitos deles mantidos no Museu das Montanhas Rochosas no estado americano de Montana, do que pesquisas anteriores sobre a espécie.

Ainda segundo os autores da pesquisa da última quarta, eles utilizaram uma nova abordagem estatística que considerou registros de crescimento de diferentes espécimes para estimar melhor a trajetória de crescimento em todas as fases da vida.

“Não sabemos com certeza quais dessas estimativas são mais precisas, já que não temos T. rex vivos para medir, mas as novas estimativas fazem mais sentido lógica e estatisticamente, considerando o tamanho que esses dinossauros atingem”, afirmou Horner.

“Infelizmente, não sabemos a vantagem evolutiva de características específicas, mas um crescimento prolongado com uma pausa intermediária no desenvolvimento permite que os indivíduos mais jovens adotem uma estratégia alimentar diferente dos mais velhos e maiores”, continuou o paleontólogo.

“E, independentemente do novo artigo, acredito que os adultos mais velhos eram muito mais oportunistas, recorrendo mais à carniça, do que os mais jovens e menores. O período de crescimento prolongado proporcionaria um intervalo maior de tempo para que os indivíduos mais jovens possivelmente capturassem mais presas vivas”, acrescentou Horner.

O T. rex vagou pela região onde hoje é o oeste da América do Norte. Os indivíduos da espécie chegavam a mais de 12 metros de comprimento, tinham duas pernas fortes e braços minúsculos com apenas dois dedos e uma mordida poderosa, capaz de esmagar ossos numa só bocada. Entre suas presas estavam espécimes de Edmontosaurus, Triceratops e Alamosaurus.

Autor: Folha

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