O lançamento de Dragon Quest VII Reimagined, nesta sexta-feira (06) marca mais um passo da Square Enix em revisitar clássicos da franquia. No entanto, além de revitalizar o estilo visual, o novo título possui mais uma proposta: tornar o RPG mais acessível a novos públicos sem descaracterizar aquilo que tornou o jogo original memorável.
Em entrevista ao Voxel, o produtor Takeshi Ichikawa comentou como o projeto foi pensado para dialogar tanto com veteranos quanto com quem nunca teve contato com a série. Segundo Ichikawa, o momento atual do mercado também ajudou a moldar essa visão. com o sucesso de RPGs de turno, como Clair Obscur: Expedition 33.
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Com isso em mente, a equipe viu uma oportunidade de apresentar Dragon Quest VII a uma audiência global mais ampla. “Uma das áreas principais em que dedicamos muito atenção foi o sistema de batalha, que ‘reimaginamos’ pensando em acessibilidade e ritmo.”
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A ideia, no entanto, nunca foi simplificar demais. O produtor reforça que o foco esteve em melhorar ritmo, clareza e conforto, mantendo intacto o coração do jogo original — um equilíbrio delicado para um título conhecido pela sua longa duração e estrutura episódica.
Combate reimaginado para novos tempos
Um dos principais pontos de atenção no desenvolvimento foi o sistema de batalhas. Ichikawa explica que o combate foi “reimaginado” com acessibilidade em mente, especialmente para jogadores que estão tendo o primeiro contato com RPGs de turno. Ajustes de velocidade, opções de batalha automática e uma progressão mais fluida fazem parte desse esforço.
Além do ritmo mais ágil, o remake traz melhorias de qualidade de vida e ajustes em sistemas conhecidos, como as vocações, tornando a experiência convidativa para novatos e interessantes para fãs antigos. “Acreditamos que isso torna o jogo agradável, mesmo para jogadores que estão tendo seu primeiro contato com o gênero RPG.”
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Na nova versão do jogo, cada classe também conta com habilidades exclusivas, e novas vantagens estratégicas foram adicionadas para tornar os combates mais dinâmicos. Além disso, é possível atacar inimigos mais fracos diretamente no campo, evitando batalhas desnecessárias.
Uma das novidades é a mecânica de Moonlight, que permite evoluir duas vocações ao mesmo tempo, ampliando as possibilidades de personalização do grupo. Esses ajustes reforçam a identidade estratégica do jogo, ao mesmo tempo em que reduzem frustrações comuns para novos jogadores.
Dioramas no lugar do HD-2D
Visualmente, Dragon Quest VII Reimagined chama atenção por seguir um caminho diferente de outros remakes recentes da série, que adotaram o estilo HD-2D. Aqui, a equipe optou por uma estética de diorama, quase artesanal, que mistura cenários detalhados com os personagens clássicos criados por Akira Toriyama.
Ichikawa conta que o objetivo era preservar o carisma e a “fofura” dos personagens, sem perder a atmosfera única do jogo. A boa recepção global a filmes e jogos com estética de “bonecos” também influenciou a decisão, resultando em um visual que busca ser acolhedor e marcante ao mesmo tempo.
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“Descobrimos que filmes e jogos com temática/estética de ‘bonecos’ eram bem recebidos globalmente, o que nos inspirou a combinar esse conceito com o design dos personagens”, explica o produtor. “Acreditamos que essa abordagem criaria um estilo visualmente atraente, resultando na estética artesanal vista no jogo”.
Mesmo com a grande diferença visual em relação a outros remakes do tipo, a equipe teve cuidado para garantir que a essência do jogo original permanecesse viva no projeto. Ichikawa-san ressaltou que a equipe manteve essa filosofia do início ao fim do desenvolvimento.
“Todos os aspectos do jogo foram fundamentalmente redesenhados, mas, para cada área, garantimos que o equilíbrio adequado fosse mantido para que o charme do lançamento original permanecesse intacto”, explicou o produtor. “Ao longo do desenvolvimento, mantivemos esse conceito em mente o tempo todo e o discutimos frequentemente à medida que avançávamos.”
Dragon Quest VII Reimagined agora está disponível no PC, PS5, Xbox Series S e X, bem como no Nintendo Switch 1 e 2, com preços a partir de R$ 249,90. Com isso, o público finalmente pode ver tudo em ação e conferir o game, que também possui uma demonstração grátis.
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Autor: TecMundo








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