sexta-feira, janeiro 9, 2026

Editora Aleph vai começar a publicar autores brasileiros – 09/01/2026 – Walter Porto

A Aleph vai começar neste ano a publicar romances de escritores brasileiros, um desejo antigo da editora conhecida pela publicação de ficção científica e uma demanda constante de seus fãs.

A editora já tem cinco livros contratados com previsão de lançamento para o segundo semestre, de autores que já têm destaque nos círculos especializados.

“Além de sabermos que o público da Aleph sempre pediu muito para que a editora publicasse ficção científica nacional, sentimos agora que o mercado brasileiro está muito mais aberto para abraçar esses lançamentos”, diz a publisher Luara França, citando a maior valorização da literatura nacional pelo público de hoje.

No livro “Subjetivamente Extinto”, o roteirista paulistano Felipe Castilho vai imaginar um mundo em que não existem mais big techs nem bilionários, após o desmantelamento de uma “superinteligência artificial” que quase extinguiu a humanidade. Os protagonistas enfrentam vilões saudosistas que querem trazer de volta os velhos tempos de ameaça de colapso ambiental.

A também paulista Jana Bianchi vai lançar pela casa “Uma Longa Órbita”, a história de Tarsila, que faz expedições de manutenção em oceanos alienígenas usando um avatar de si mesma, por meio do qual se apaixona pelo astrobiólogo Nero.

“Sol de Limão”, escrito por Sybylla, é sobre uma ilustradora acometida por uma doença misteriosa que faz com que seu cérebro não consiga mais ligar o que ela vê com a palavra que aquilo representa —ela acaba recorrendo, como última esperança, a uma tecnologia arriscada que usa nanorrobôs.

Do escritor baiano Alexey Dodsworth, que é doutor em filosofia, vem uma trama sobre a macabra empresa de tecnologia “Repetition”, especializada em clonar bichos de estimação e criar personagens virtuais de parentes mortos para “transformar a dor em produto”.

E a cearense Kinaya Black vai publicar “Memória Cheia”, a história de um casal que tem sua migração forçada pela reorganização do Brasil em zonas de vigilância tecnológica. Quando a mulher morre, seu parceiro começa a gravar áudios para ela até esgotar o espaço de armazenamento disponível, o que o leva à beira do colapso.

Outros selos do grupo Aleph, como Glida, de infantojuvenis, e Goya, voltado à não ficção, já editam autores nacionais há algum tempo. Agora é a vez de a ficção científica explorar o próprio país.

PRÉ-ADOLESCENTE A Companhia das Letrinhas vai lançar uma colaboração inédita entre o escritor Stephen King e o ilustrador Maurice Sendak, autor de “Onde Vivem os Monstros”, morto em 2012. É uma adaptação do clássico conto “João e Maria”, que King escreveu inspirado em ilustrações feitas por Sendak para o catálogo de uma versão teatral da história. O livro infantil saiu no Reino Unido e nos Estados Unidos em setembro e chega ao Brasil em março com tradução de Regiane Winarski.

PRÉ-HUMANO A Fósforo vai lançar, também em março, o primeiro romance da brasiliense Paulliny Tort, da elogiada coletânea de contos “Erva Brava”. O livro, chamado “Os Imortais”, se ambienta na pré-história, em um mundo anterior à linguagem, e é protagonizado por um clã de neandertais que incorpora uma criança Sapiens após uma disputa com outro grupo, em uma fábula que remete à origem da humanidade.

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