Participantes debateram a diversidade da educação no campo e a busca por inclusão de todos no ambiente educacional
Por Setor Litoral UFPR
Com participação de aproximadamente 200 pessoas, na sexta-feira (27) ocorreu o VIII Encontro de Turmas Lecampo, Licenciatura em Educação do Campo, com o tema Povos e Comunidades Tradicionais na luta por direitos e territórios. O evento foi realizado no Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Matinhos.
A programação teve início com a mesa de abertura, que contou com a participação de lideranças indígenas e quilombolas do Paraná e Vale do Ribeira Paulista, representes da Rede Puxirão, do setor de educação do Movimento dos Sem-Terra (MST-PR), da Articulação Paranaense Por Uma Educação do Campo, de lideranças dos ilhéus do Rio Paraná e das religiões de matriz africana.
A abertura contou também com a presença da Pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), Megg Rayara Gomes de Oliveira, da diretora do Setor Litoral, Vanessa Andreoli, que é docente do curso de Educação do Campo, e do vice-diretor Luis Eduardo Thomassim. O reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), João Alfredo Braida, e o diretor do campus de Laranjeiras do Sul, Fábio Luiz Zeneratti, participaram remotamente.
Para a professora Vanessa, diretora do Setor Litoral, “a diversidade que temos na educação no campo é a nossa potência, temos que avançar no acesso, mas também dar condições de permanência para nossos estudantes, com dignidade”. Segundo o reitor da UFFS, o curso é a materialização de um projeto de educação. “Ver este auditório cheio é ver a materialização de um projeto de educação que não aceita cercas e que floresce no esperançar de um amanhã sem violência, sem exclusão em que todos possam usufruir do conhecimento, da arte e da cultura que a humanidade produziu e produz”, declarou o reitor Braida.
Para a pró-reitora da UFPR, Megg de Oliveira, a mística que abriu o evento deu o tom do que é a educação do campo. “Ela mostrou que a universidade deve ser plural na sua plenitude, porque o conceito de universidade pública ainda não foi efetivado, pois uma quantidade imensa de pessoas não-hegemônicas continua do lado de fora. Precisamos de estratégias para chegar, ocupar e permanecer”, enfatizou Megg.
O cacique Reginaldo Aparecido Alves (Avan Guadu), da terra indígena Pinhalzinho, localizada em Guapirama (PR), elogiou o evento após a realização da mística. “Como é bonito ver territorializar um espaço que nunca foi nosso”.
Para a professora Maria Isabel, a Educação do Campo é um direito dos sujeitos do campo, das águas e das florestas, e há desafios para a garantia desse direito. “Nesse sentido, nossa avaliação sobre o evento é positiva porque tivemos debates importantes e questões para aprofundarmos a compreensão das demandas emergentes e contribuir nas lutas necessárias para que os sujeitos do campo tenham acesso à educação pública, gratuita, emancipadora e de qualidade”, ponderou.
Autor: Agencia Paraná




















