
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) convocou uma manifestação para o dia 1º de março, na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato, batizado de “Acorda, Brasil”, tem como alvos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. A concentração está marcada para as 14h.
A convocação foi feita nesta quinta-feira (12) e ocorre após a mudança na relatoria do chamado caso Master no STF, que deixou de ser conduzido por Dias Toffoli e passou ao ministro André Mendonça. A redistribuição acontece em meio a questionamentos públicos e institucionais sobre possíveis vínculos entre magistrados da Corte e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo de investigações da Polícia Federal.
Nikolas reutiliza o nome “Acorda, Brasil”, expressão já empregada em mobilização anterior realizada em Brasília. No fim de janeiro, o deputado liderou uma caminhada de cerca de 250 quilômetros, partindo de Paracatu até a capital federal. O ato final ocorreu após seis dias de percurso e teve como pauta críticas à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante a manifestação, 72 apoiadores foram atingidos por um raio enquanto aguardavam o encerramento da chamada “Caminhada pela Liberdade”.
Na convocação publicada em seu perfil oficial no X, Nikolas fez referência à frase “até mesmo um deus pode sangrar”, do filme 300. “O impeachment demonstra que nem os ‘deuses de toga’ são intocáveis. Ao derrubar um, pavimentamos o caminho para que todos os que cometerem crimes e traírem o povo também caiam”, escreveu.
O deputado também convocou apoiadores para manifestações “em todo o Brasil”, embora não tenha detalhado os locais onde os atos ocorrerão em outras cidades. Em outra publicação, reforçou o tom crítico ao governo federal e ao Judiciário: “Não tem condições a gente ver tudo isso acontecer e achar que meia dúzia de traidores da nação é maior que todo o Brasil. Então, pela dosimetria, para a gente pacificar o nosso país, pelo fim da impunidade e para dar um basta na corrupção, fora Lula, fora Moraes, fora Toffoli, ninguém aguenta mais”.








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