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EUA declaram guerra contra o Irã e iniciam ataques massivos em Teerã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (28) que forças armadas americanas iniciaram ataques contra o Irã, incluindo ações em Teerã. A declaração foi feita em pronunciamento oficial, no qual o chefe de Estado afirmou que a operação tem como objetivo eliminar ameaças consideradas iminentes à segurança norte-americana.

“Há pouco tempo, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. Nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo cruel de pessoas muito duras e terríveis”, declarou o presidente Trump.

Segundo o presidente, o regime iraniano representa risco direto aos Estados Unidos, a tropas destacadas no exterior e a aliados. “Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear”, afirmou. “Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear”.

Trump anunciou que os Estados Unidos irão “arrasar a indústria de mísseis até o chão”. A operação foi descrita como massiva e contínua, com foco na neutralização de estruturas ligadas ao desenvolvimento de armamentos e à capacidade ofensiva iraniana.

O presidente reconheceu a possibilidade de perdas humanas. “Podemos ter baixas.” O jornal The New York Times informou que o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, alertou o presidente Trump, em reuniões reservadas, sobre a possibilidade de militares americanos serem mortos ou feridos em caso de confronto direto com o Irã.

Justificativa histórica e nuclear

No pronunciamento, o presidente Trump retomou episódios históricos para fundamentar a decisão militar. Ele citou a tomada da embaixada americana em Teerã, em 1979, quando diplomatas foram mantidos reféns por 444 dias, além do atentado contra o quartel da Marinha dos EUA em Beirute, em 1983, que matou 241 militares, e o ataque ao USS Cole, em 2000.

Trump também atribuiu ao regime iraniano apoio direto a grupos armados no Oriente Médio. “Do Líbano ao Iêmen, da Síria ao Iraque, o regime armou, treinou e financiou milícias terroristas”, afirmou. Ele mencionou o ataque de 7 de outubro contra Israel e declarou que o Irã é “o maior patrocinador estatal do terrorismo no mundo”.

O presidente recordou a chamada “Operação Midnight Hammer”, realizada em junho do ano passado, quando instalações nucleares iranianas em Fordo, Natanz e Isfahan foram atingidas. Segundo ele, após aquela ação, Washington advertiu Teerã para que não retomasse o programa nuclear. “Tentamos repetidamente fazer um acordo, mas o Irã recusou, rejeitando todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares.”

Alvos e advertências

Trump afirmou que os ataques buscam impedir a reconstrução do programa nuclear e o avanço de mísseis de longo alcance que, segundo ele, podem ameaçar aliados europeus, forças americanas e o próprio território dos Estados Unidos.

“Vamos destruir os mísseis e arrasar sua indústria de mísseis até o chão; ela será totalmente aniquilada, assim como sua marinha”, declarou.

O presidente dirigiu-se ainda às forças iranianas. “Aos membros da Guarda Revolucionária Islâmica, das forças armadas e da polícia, digo esta noite que vocês devem depor suas armas e ter imunidade completa ou, alternativamente, enfrentar a morte certa.”

Em mensagem à população iraniana, afirmou: “Ao grande e orgulhoso povo do Irã, digo que a hora da sua liberdade está próxima. Fiquem protegidos e não saiam de casa, pois bombas estarão caindo por toda parte.”

A Casa Branca não divulgou, até o momento, estimativas oficiais sobre danos, número de vítimas ou duração prevista da operação. Também não houve manifestação formal do regime iraniano até a publicação desta reportagem.

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