Os Estados Unidos realizaram, nesta terça-feira (30), ataques contra três embarcações em águas internacionais suspeitas de tráfico de drogas, informou o Comando Sul nesta quarta (31). As embarcações viajavam em comboio, segundo as Forças Armadas.
“Três narcoterroristas a bordo da primeira embarcação foram mortos no primeiro confronto. Os narcoterroristas restantes abandonaram as outras duas embarcações, saltando ao mar e se distanciando antes que confrontos subsequentes afundassem suas respectivas embarcações”, escreveu o Comando Sul em sua conta oficial.
Autoridade americanas afirmaram, ainda nesta quarta, que a Guarda Costeira do país está buscando sobreviventes do ataque.
O governo do presidente Donald Trump já realizou mais de 30 ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico desde setembro, em uma campanha que já matou pelo menos 110 pessoas.
Uma autoridade americana, falando sob condição de anonimato, disse que oito pessoas abandonaram suas embarcações e estão sendo procuradas. A Guarda Costeira informou à agência de notícias Reuters que enviou uma aeronave C-130 para procurar sobreviventes e está trabalhando em conjunto com embarcações na área.
Esta não é a primeira vez que há sobreviventes de um ataque americano sob o governo Trump. Em outubro, dois sobreviventes foram repatriados para seus países de origem após sobreviverem a um ataque militar americano.
Mais tarde naquele mês, as autoridades mexicanas iniciaram uma operação de busca e resgate após outro ataque americano deixar um sobrevivente. Essa pessoa não foi encontrada.
A decisão de atacar as embarcações, mas não os sobreviventes, surge após a revelação de que, durante um ataque em setembro, as Forças Armadas dos EUA realizaram um ataque subsequente contra uma embarcação suspeita de transportar drogas, que tinha dois sobreviventes a bordo.
Os ataques letais contra embarcações de narcotráfico fazem parte de uma campanha mais ampla que, segundo o governo Trump, visa interromper o fornecimento de drogas ilegais. Especialistas jurídicos e parlamentares democratas questionam a legalidade dos ataques.
As incursões ocorrem em meio a uma campanha de pressão contra o regime do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, e a um maciço aumento da presença militar dos EUA na região.
Trump afirmou na última segunda que os EUA “atacaram” uma área na Venezuela onde barcos são carregados com drogas, marcando a primeira vez que se tem notícia de que Washington realizou operações terrestres na Venezuela.
Autoridades afirmaram que o ataque terrestre não foi realizado pelas Forças Armadas dos EUA, e Trump já havia declarado anteriormente ter autorizado a CIA a realizar operações secretas na Venezuela.




