A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda revisou ligeiramente para baixo nesta sexta-feira (6) a sua projeção para o crescimento econômico em 2026, revendo para cima a estimativa para a inflação ao consumidor no ano.
A pasta projetou a alta do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano em 2,3%, abaixo dos 2,4% estimados em novembro. A pasta ainda elevou de 2,2% para 2,3% a previsão de crescimento da atividade em 2025, dado que será oficializado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apenas em março.
Com relação à inflação, a secretaria estimou que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechará 2026 em 3,6%, contra 3,5% antes
A secretaria da Fazenda afirmou que a trajetória projetada para desembolsos com benefícios sociais gera pressão e cria desafios para o arcabouço fiscal, apontando que o governo está comprometido em formular e aprovar medidas de contenção.
Relatório da secretaria projetou que o gasto do governo com BPC (Benefício de Prestação Continuada) saltará de R$ 127 bilhões em 2025 para R$ 300 bilhões em 2035. A pasta espera que os gastos com o benefício, pago a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda, superem o do Bolsa Família já em 2028.
No caso da Previdência Social, a secretaria estimou que a despesa federal subirá de R$ 1 trilhão em 2025 para R$ 3,4 trilhões em 2035. Os cálculos consideram projeções de evolução demográfica do país.
Para a secretaria, essas duas rubricas vão gerar “pressão fiscal significativa” sobre o arcabouço, que impõe limite geral de 2,5% ao ano para a evolução dos gastos acima da inflação.
De acordo com a pasta, a média de expansão dos gastos sociais —que consideram despesas com Saúde, Educação, Bolsa Família, BPC, Previdência e Assistência Social— foi de 6,16% ao ano acima da inflação desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acima de governos anteriores.
“O governo federal segue comprometido em formular e aprovar as medidas necessárias para mitigar os desafios relacionados à sustentabilidade das regras fiscais”, afirmou a secretaria.
O documento destacou compromisso especial com a busca por soluções para a redução do ritmo de crescimento das despesas obrigatórias, além de estabelecer instrumentos de racionalização do orçamento público, eliminação de distorções na despesa e de aprimoramento nos instrumentos de arrecadação.
O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, ponderou que, na avaliação do governo, as políticas sociais em vigor estão cumprindo seus objetivos, com redução da desigualdade e melhora em indicadores do mercado de trabalho.
Autor: Folha








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