Presidente da Eurocâmaras Brasil e integrante de conselhos de administração de empresas italianas, Graziano Messana acredita que seria um tiro no pé para a gestão de Ricardo Nunes uma intervenção na Enel, conforme defenderam o prefeito de São Paulo e o governador do estado, Tarcísio de Freitas.
Segundo o empresário, uma mudança de direção administrativa no início do período das chuvas de verão poderia provocar um caos na cidade. “Não faz o menor sentido essa ideia. Ficaríamos todos sem luz por dois meses com um administrador externo na empresa”, afirmou ao Painel S.A..
Messana acredita que a Enel está com “a faca e o queijo na mão” para manter sua concessão, e, tirando o desgaste midiático, ele afirma que estaria tranquilo se fosse do conselho da administração da concessionária de energia.
Ele diz que não há justificativas técnicas para a caducidade do contrato da Enel, já que as exigências cobradas da empresa após os apagões na cidade de São Paulo foram cumpridas, inclusive com investimentos além do previsto na concessão.
“Mas não conseguiram contratar Zeus, o deus que controlava a chuva, as tempestades e os fenômenos do céu, para sentar no conselho de administração”, brincou.
Na opinião de Messana, a Enel está em condições de fazer exigências para as autoridades: sem a cooperação da prefeitura, a empresa pode pressionar fazendo apenas os investimentos mínimos para manter a concessão, sem incrementos expressivos para evitar novos apagões.
“No fim, as árvores vão continuar caindo em cima dos postes e ninguém conseguirá colocar a Enel em cheque. Em vez da fofoca eleitoral, se os políticos querem resolver o problema, deveriam chamar a concessionária para bolar um plano de melhoria de infraestrutura a quatro mãos”, afirmou Messana.
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