
Com a inauguração da Ponte de Guaratuba prevista para abril de 2026, o histórico sistema de ferry-boat no litoral do Paraná encerrará suas atividades após 66 anos. O governo estadual planeja transformar as antigas áreas de atracagem em um moderno complexo turístico e náutico.
O que acontecerá com o sistema de ferry-boat em abril?
As operações das balsas entre Guaratuba e Matinhos serão encerradas definitivamente. O serviço, que funciona há décadas, será substituído pela nova ponte, que passará a ser o principal meio de ligação entre as duas cidades, eliminando o tempo de espera e as filas da travessia marítima.
Qual será o destino das áreas ocupadas pela balsa?
O governo do Paraná estuda a criação do Complexo Náutico de Guaratuba. O projeto prevê a revitalização do espaço para atrair visitantes, podendo incluir a instalação de um museu para preservar a história da travessia, além de restaurantes e novos serviços voltados ao turismo.
Quem foi o responsável pela construção da primeira embarcação?
O primeiro ferry-boat, feito de madeira e batizado de ‘Airton Cornelsen’, foi projetado pelo imigrante português João Lopes Rodrigues na década de 1960. Com capacidade para 12 veículos, a balsa foi uma solução inovadora para evitar que os moradores tivessem que dar uma volta gigantesca por estradas de terra.
Como era a navegação nos tempos do primeiro comandante?
O comandante ‘Janjão’, que operou a travessia por mais de 15 anos, relata que o trabalho era rústico e exigia grande conhecimento das marés. Em dias de neblina intensa, a equipe acendia fogo em tambores nos portos e batia neles para que o som guiasse a embarcação até o ponto de atracagem.
Qual é o impacto numérico do fim desse serviço?
O ferry-boat encerra suas atividades com um movimento impressionante: uma média anual de mais de 1,3 milhão de veículos. Apesar da importância histórica, a ponte é vista como necessária para suportar o fluxo crescente e reduzir a poluição na baía, possibilitando até o retorno de golfinhos à região.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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