Os financiamentos do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) na Região Sul em 2025 resultaram na contratação de R$ 5,6 bilhões em crédito e em um valor considerado como recorde da carteira, que atingiu R$ 24,1 bilhões.
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Em um cenário de juros elevados e maior seletividade no crédito, o banco evidencia, com a divulgação do balanço, a sustentação no ritmo de apoio a setores estratégicos. “Quando o banco sustenta mais de 83 mil postos de trabalho ao longo de um ano, o que aparece ali não é apenas o efeito do crédito em si, mas a capacidade de induzir investimento e apoiar a atividade econômica onde ela realmente acontece”, avalia o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior.
Os recursos foram direcionados principalmente à agropecuária, que liderou as contratações, seguida por comércio e serviços, indústria e infraestrutura. Considerando toda a cadeia do agronegócio, o volume financiado chegou a R$ 2,8 bilhões.
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Além do impacto econômico direto, os financiamentos do BRDE contribuíram para a geração de R$ 6,5 bilhões em valor adicionado bruto e R$ 666 milhões em ICMS. A instituição ampliou presença territorial, com operações em mais de 1,2 mil municípios.
Outro destaque foi o avanço no apoio a pequenos negócios e produtores rurais. A maior parte das operações foi realizada com agricultores familiares e micro e pequenas empresas, muitas delas por meio de parcerias com instituições financeiras. Esse modelo ampliou o acesso ao crédito e fortaleceu economias locais.
No campo financeiro, o banco apresentou crescimento consistente. O patrimônio líquido chegou a R$ 5,2 bilhões, enquanto o lucro líquido bateu recorde, alcançando R$ 721,4 milhões, ampliando a capacidade de financiamento da instituição.
A diversificação das fontes de recursos e a ampliação da atuação em projetos sustentáveis também ganharam força no período, com investimentos voltados à energia renovável, eficiência energética e resiliência climática. Para o diretor Financeiro, João Paulo Kleinübing, esse movimento fortalece a atuação do banco. “A diversificação via captações internacionais garante recursos com prazos e condições competitivas no mercado interno”, ressalta.
Autor: Gazeta do Povo




















