O Flamengo prestou homenagem neste sábado (23) à juíza Mariana Francisco Ferreira, 34, morta no início do mês após complicações decorrentes de um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro (FIV).
A homenagem ocorreu antes da partida entre Flamengo e Palmeiras, no Maracanã, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Durante o protocolo pré-jogo, foi realizado um minuto de silêncio em memória da magistrada.
Natural de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, Mariana era torcedora do Flamengo e atuava desde 2023 como juíza em Sapiranga, na região metropolitana de Porto Alegre.
A imagem da magistrada, identificada como “ilustre torcedora do Flamengo”, foi exibida no telão do Maracanã. Após a homenagem, o árbitro autorizou o início da partida. .
Esse foi o segundo tributo prestado à magistrada em jogos do clube carioca. No último dia 10, antes da partida entre Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e Flamengo, na Arena do Grêmio, pela 15ª rodada do Brasileirão, também foi realizado um minuto de silêncio.
Na ocasião, a imagem de Mariana também foi exibida no telão do estádio. A iniciativa contou com a participação dos dois clubes e teve autorização da Confederação Brasileira de Futebol.
A magistrada morreu no dia 6 de maio, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. O caso é investigado como morte suspeita pela Polícia Civil paulista.
Segundo informações do boletim de ocorrência, o procedimento de coleta de óvulos foi realizado na manhã do dia 4 de maio, na clínica Invitro Reprodução Assistida.
De acordo com o relato da mãe da juíza à polícia, após retornar para casa, Mariana começou a sentir fortes dores e frio intenso, sendo levada novamente à clínica, onde foi constatada uma hemorragia vaginal.
Ainda conforme o registro, ela foi submetida a uma sutura e posteriormente encaminhada a um hospital em Mogi das Cruzes, onde ficou internada na UTI.
Na noite do dia 5, Mariana passou por uma cirurgia, mas sofreu duas paradas cardiorrespiratórias na madrugada seguinte. Apesar das tentativas de reanimação, ela morreu na manhã do dia 6.
Em nota divulgada após a morte, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decretou luto oficial de três dias e manifestou pesar pela morte da magistrada.
O caso é investigado pelo 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que exames foram solicitados ao Instituto Médico Legal e ao Instituto de Criminalística.
Autor: Folha








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