
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), usou a revelação de que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) viajou em um jatinho do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para acusar o parlamentar de propaganda eleitoral irregular. No raciocínio da petista, o uso deveria ter sido declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“O que será mesmo que o bolsonarista Valdemar do PL quer investigar sobre o Master numa CPI? A corrupção de dirigentes do BC nomeados por Bolsonaro nas mutretas de Vorcaro? A responsabilidade do governador bolsonarista Ibaneis na compra de papéis podres do Master pelo BRB? O uso não declarado ao TSE do avião de Vorcaro para o deputado Nikolas fazer campanha para Bolsonaro no segundo turno de 2022?”, disse a deputada, em postagem desta quinta-feira (5).
Nikolas já falou sobre o ocorrido: ele explicou que foi convidado a participar do evento “Juventude pelo Brasil” e que, na ocasião, a aeronave foi disponibilizada pela organização. “Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vorcaro”, completou.
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O PL saiu em defesa do parlamentar mineiro. Em nota, a legenda afirmou que Nikolas “sempre atuou com clareza e compromisso com o Brasil”. O partido presidido por Valdemar Costa Neto defende uma delação premiada do banqueiro.
Gleisi ainda aproveitou para elogiar o governo Lula (PT), afirmando que foi apenas no mandato do petista “que a PF investigou e levou à Justiça as falcatruas e o BC decretou a liquidação do Master”. Apesar disso, o Banco Central tem autonomia desde fevereiro de 2021. Sobre a Polícia Federal (PF), a própria campanha presidencial prometeu autonomia ao órgão de investigação, discurso que os governistas vêm reproduzindo ao longo do mandato.
Investigado por emissão de cédulas de crédito fraudulentas, Vorcaro irá para a Penitenciária Federal de Brasília após a PF descobrir a existência de uma espécie de milícia privada que atuava para monitorar e intimidar quem atrapalhasse as operações do empresário.
A Gazeta do Povo entrou em contato com Nikolas Ferreira para tratar especificamente da fala de Gleisi. O espaço segue aberto para manifestação.
Fonte: Gazeta do Povo








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