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Grok: Feministas e grupos de fiscalização pedem exclusão – 14/01/2026 – Tec

Uma coalizão de grupos feministas, entidades de fiscalização na área de tecnologia e ativistas progressistas está pressionando a Alphabet, proprietária do Google, e a Apple a remover a rede social X (antigoTwitter) e seu chatbot associado, o Grok, de suas lojas de aplicativos.

Em cartas abertas publicadas nesta quarta-feira (14), a coalizão acusou os aplicativos de propriedade de Elon Musk de gerar conteúdo ilegal que viola os termos de serviço de ambas as empresas.

A iniciativa, que conta com o apoio do grupo feminista UltraViolet, da Organização Nacional para as Mulheres (NOW, na sigla em inglês), do grupo liberal MoveOn e do grupo de defesa dos pais ParentsTogether Action, visa pressionar Musk depois que o Grok começou a gerar imagens sexualmente explícitas, degradantes ou violentas de mulheres e crianças.

“Estamos implorando veementemente à Apple e ao Google que levem isso extremamente a sério”, afirmou Jenna Sherman, diretora de campanha da UltraViolet, antes da divulgação da carta.





Eles estão viabilizando um sistema no qual milhares, senão dezenas de milhares de pessoas, principalmente mulheres e crianças, estão sendo abusadas sexualmente com a ajuda de suas próprias lojas de aplicativos

O X não respondeu à mensagem solicitando comentários sobre a carta. Sua empresa controladora, a xAI, que fornece a tecnologia do Grok, respondeu com as palavras: “Mentiras da mídia tradicional”. Google e Apple não responderam às repetidas mensagens solicitando comentários sobre o X e o Grok.

O questionamento continua a aumentar depois que o X foi inundado com imagens hiper-realistas de mulheres e menores de idade com roupas sumárias na virada do ano sem o consentimento dos usuários.

Malásia e Indonésia já proibiram o Grok devido ao conteúdo explícito, enquanto autoridades na Europa e no Reino Unido anunciaram investigações ou exigiram explicações.

Em paralelo, algumas organizações e líderes estão se afastando do X. Na terça-feira (13), a Federação Americana de Professores anunciou que estava deixando a rede social devido a imagens indecentes de crianças produzidas pelo Grok.

Embora o X tenha anunciado um ajuste no comportamento do chatbot para que as imagens geradas ou editadas pelo Grok não sejam publicadas na linha do tempo pública, um teste realizado pela Reuters na terça-feira mostrou que o chatbot ainda estava gerando versões de fotos de pessoas de biquíni sob demanda.

Sherman afirmou que, embora a Apple e o Google afirmem levar a proteção infantil a sério, o tratamento dado ao X revelaria “quais são seus valores na prática”.

Autor: Folha

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